Publicações

sábado, novembro 13, 2010

Livro "Leitura e Escrita em Movimento"


Bem editado, bonito e cheio de discussões intrigantes sobre linguagem e tecnologia, já está circulando o livro "Leitura e Escrita em Movimento", organizado por Ana Elisa Ribeiro, Ana Maria Nápoles Villela, Jerônimo Coura Sobrinho e Rogério Barbosa da Silva, que são professores do mestrado em Estudos de Linguagens do Cefet-MG.

A obra traz uma seleção de textos apresentados no III Encontro Nacional sobre Hipertexto, que aconteceu em 2009.


sábado, novembro 06, 2010

Livro "Produção e Colaboração no Jornalismo Digital"

Atualização (dez/2010): coloquei alguns exemplares para venda em BH nas livrarias
Atualização em out/2011: vendas direto pelo site da editor Insular

Tem livro novo na praça: Produção e Colaboração no Jornalismo Digital será lançado na terça, dia 09 de novembro, durante o 8º Encontro da SBPJor (Associação Brasileira de Pesquisadores de Jornalismo).

A obra é um produto da Rede de Pesquisa Aplicada em Jornalismo e Tecnologias Digitais e reúne trabalhos de 16 pesquisadores de 10 instituições espalhadas Brasil afora.

Está lá um artigo de minha autoria em parceira com a ex-aluna da UFV Gabriele Maciel: "Edição jornalística x edição colaborativa: tensões na home da Folha Online"
 

terça-feira, setembro 28, 2010

Entrevista sobre Wikificação do Jornalismo

Começou com um artigo para o livro Metamorfoses Jornalísticas 2,

ganhou fôlego com algumas experimentações com alunos no site do curso (ver paper apresentado no Expocom 2010)

e eis que a idéia de Wikificação do Jornalismo vai repercutindo por aí.

Na semana retrasada recebi a notícia de que uma versão melhorada do artigo "Wikificação como modelo de edição de conteúdos jornalísticos na web" foi aceita para a revista Estudos em Jornalismo e Mídia, do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC. Um respaldo e tanto para uma proposta que entra em rota de colisão com algumas tradições jornalísticas. Atualização: a versão do artigo no periódico está aqui.

Levando adiante as perguntas instigantes feitas no Intercom 2010, o Herdeiro do Caos (vulgo Yuri Almeida) publicou hoje uma entrevista comigo sobre o tema. Lá desenvolvo mais algumas idéias que, espero, estarão nas próximas publicações e nas experimentações futuras. Participou da entrevista o Thiago Araújo, meu orientando na UFV.

terça-feira, agosto 31, 2010

Agenda cheia para o Intercom 2010

Começa nesta sexta (dia 03 de setembro) o XXXIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. Mais conhecido como Intercom 2010, também poderia ser chamado de "a festa da democracia" acadêmica, dada a grande quantidade de pessoas (estudantes de graduação, principalmente) e a diversidade de trabalhos e idéias (nem sempre muito relevantes, diga-se).

No esforço de me programar para o evento em Caxias do Sul, compartilho aqui algumas anotações e compromissos pessoais.

Para informações mais gerais, sugiro o PDF com a programação completa, os anais com todos os trabalhos (boa iniciativa antecipar a publicação!) e a programação dos Grupos de Pesquisa.

No domingo 05/09) à tarde apresento um trabalho na sessão 2 (Convergência das mídias e cultura participativa I - Jornalismo colaborativo online) do Grupo de Pesquisa em Cibercultura. O paper chama-se Fragmentação e wikificação: a morte de Zilda Arns na cobertura do G1 e da Wikipédia em português - um estudo de caso que dialoga com a minha tese (sempre em andamento...) e suas relações com o jornalismo.

Veja também a programação completa do GP Cibercultura, que acontece do sábado, dia 04, a segunda, dia 06/09. Boa parte do tempo devo estar por lá.

Seis trabalhos dos alunos do curso de Jornalismo da UFV são finalistas do Expocom nas modalidades Jornalismo e Produção Editorial (leia matéria completa sobre a participação da comitiva do curso). Eles se apresentam no sábado, de manhã e à tarde.

Tenho compromisso marcado com os dois orientados por mim: Website institucional e blog Bangalô de Flores.

Vários alunos do curso marcam presença também no Intercom Jr - ao todo são 12 trabalhos. Ainda que não tenha sido o orientador, fiquei feliz em ver a maioria deles no DT5 - Comunicação Multimídia. Tentarei prestigiá-los no sábado.

Na segunda-feira, dia 06/09 (já contando os minutos para o voo de volta), estarei na mesa redonda Metamorfoses jornalísticas, mediada pelo Demétrio de Azeredo Soster (UNISC) e com a presença de Fabiana Piccinin (UNISC), Fernando Firmino da Silva (UEPB/UFBA) e Nelia Del Bianco (UNB).

Trata-se de mais um desdobramento do livro lançado no ano passado - que, inclusive, será relançado no domingo à noite, no V Publicom.

Voltando ao início do evento, na sexta, dia 03/09, às 19h, será lançada a Enciclopédia Intercom de Comunicação, com a qual colaborei com o verbete "Enciclopédia" (!). Promete ser um livro de fôlego, estou curioso para ver.

Sigam-me os bons :)

segunda-feira, agosto 30, 2010

Evento "Ensino de Jornalismo e Convergência"

Nos dias 26 e 27 de agosto estive em Florianópolis para o "I Seminário de Ensino de Jornalismo".

Como estava em "missão oficial" (como coordenador de curso, quero dizer), acabei publicando um post no blog "Em Viagem", um dos desdobramentos do site do curso da UFV.

Dê um passada por lá então...

quarta-feira, agosto 18, 2010

WikiFactCheck, ou checando dados através de um wiki

Há algum tempo venho falando e escrevendo sobre as potencialidades de uma wikificação das práticas jornalísticas, o que permitiria que as redações e os profissionais da notícia incorporassem parte das práticas bem-sucedidas dos wikis e, em especial, da Wikipédia (ver artigos publicados em 2009 e 2010).

Um projeto lançado há pouco nos EUA exemplifica bem uma possibilidade dessa wikificação: o WikiFactChecker, um wiki voltado para checagem colaborativa e aberta de informações "suspeitas" divulgadas por fontes e instituições.

A checagem piloto parte de um debate político no programa Face the Nation, da rede de TV CBS. A íntegra da discussão foi reproduzida no wiki (fora disponibilizada anteriormente no site da emissora!) e todos estão convidados a conferir e questionar os dados e versões divulgados pelos republicanos e democratas.

A adesão dos voluntários nos primeiros dias parece pequena, é verdade, mas o potencial é enorme, ainda mais se concentrado em eventos específicos como este programa de TV.

O mentor do projeto é o professor Andrew Lih, autor do livro Wikipedia Revolution e professor da University of Southern California Annenberg School of Communication and Journalism.

A acompanhar, sem dúvida.

Para mais, ler o artigo Truth-o-Meter, 2G: Andrew Lih wants to wikify fact-checking.

Atualização: nos comentários, o todearaujo lembrou uma interessante experiência de apuração distribuída liderada pelo jornal The Guardian no ano passado. A experiência está relatada neste artigo do Marcelo Träsel.

quinta-feira, julho 15, 2010

Notas e links de (mais um) semestre corrido

O tempo correu, o twitter absorveu, a estrada BH-Viçosa semanalmente me jogou pra lá e pra cá, a coordenação de curso é uma reponsa, o doutorado cada vez mais fungando no cangote...

... e o semestre passou sem eu nem mesmo fazer os jabás por aqui.

De trás para frente, começou muito bem o blog Em Viagem, uma nova produção minha com uma ótima equipe de alunos do curso. A idéia é registrar experiências, relatos, curiosidades das viagens (cada vez mais frequentes, felizmente) de intercâmbio, extensão, pesquisa etc. Neste momento temos correspondentes na China, em Rondônia e Pernambuco - até o fim de julho, também na Paraíba.

Está quase pronto um hot site com audioslides que a turma de Jornalismo Multimídia produziu. Seguindo exemplos do NYTimes, revista Brasileiros, Clarín e outros, entrevistaram pessoas e cobriram eventos de Viçosa. Do material já publicado, gostei bastante do perfil do Irmãozinho, o vigia da principal avenida da cidade, e da entrevista muito bem ilustrada sobre a Procissão de Santa Rita.

Ainda nas produções, foi de encher de orgulho a participação dos alunos no Intercom Sudeste, em Vitória. No Expocom, foram cinco prêmios, dois sob minha orientação - Site Laboratório (modalidade Web site) e Bangalô de Flores (modalidade blog). Vamos todos para Caxias do Sul, em setembro.

Lá em Vitória apresentei o único paper do semestre: Wikificação como modelo de edição de conteúdos jornalísticos na web. É uma continuidade do artigo publicado no livro Metamorfoses Jornalísticas 2 e, de algum modo, um trecho da tese que pretendo defender no próximo ano. Também tive a honra de, a convite do Fábio Malini, participar de uma mesa sobre cultura e nativos digitais com o Alex Primo e a Fernanda Bruno. Não comprometi, acho.

O semestre teve ainda longas jornadas de discussão do novo Projeto Pedagógico e da nova estrutura do curso de Jornalismo da UFV (praticamente prontos agora), orientação de TCCs (uma monografia sobre metodologias de monitoramento de mídias sociais e um DVD-ROM sobre o maestro viçosense Hervê Cordovil), muitas reuniões.

Acho que tudo isso é para me convencer que estou entrando de férias.

De amanhã em diante, rumo ao São Francisco:


quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Venda do "Metamorfoses Jornalísticas 2" em BH, Viçosa e região


Atualização em nov.2010 - em BH, livro à venda nas livrarias
Atualização em out.2011 - venda diretamente pelo site da Edunisc.

Na correria do fim de 2009, acabei deixando de divulgar por aqui o lançamento do livro "Metamorfoses Jornalísticas 2- a reconfiguração da forma" (ed. Edunisc), organizado pelo Demétrio Soster e pelo Fernando Firmino.

No meio de um monte de feras, está lá um texto meu: COLABORAÇÃO, EDIÇÃO, TRANSPARÊNCIA: desafios e possibilidades de uma “wikificação” do jornalismo.

Temos agora um novo gancho para divulgar a obra: como a distribuição é mais restrita, peguei 15 exemplares direto com a editora e deixei pessoalmente em algumas livrarias da Savassi, em BH.

Ainda estou com alguns livros para vender diretamente para os interessados em Viçosa, BH e região. É só me contactar.

Sobre o livro

Antes do release e do sumário, um depoimento como "leitor": posso garantir que é uma coletânea muito instigante, tanto para profissionais quanto para estudiosos de qualquer área do jornalismo. Mais do que um suporte ou um referência teórico, o que une os textos é desafio de refletir sobre a transformação midiática enquanto ela acontece, levando a sério um conceito ousado como o de Metamorfoses Jornalísticas.

"O jornalismo já não é mais o mesmo. Questões tecnológicas, sociais e legais vêm modificando o campo em ritmo acelerado." É assim que começa o prefácio do professor-doutor da PPGCOM/UFRGS, Alex Primo, para o livro Metamorfoses Jornalísticas 2: a reconfiguração da forma (Edunisc, 2009), organizado pelos professores Demétrio de Azeredo Soster e Fernando Firmino da Silva e que será lançado em Porto Alegre (14/11), durante a 55ª Feira do Livro, e em São Paulo (26/11) durante o Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo - SBPJor. A capa foi elaborada pelo designer Rudinei Kopp, autor de Design Gráfico Cambiante.
O livro trata-se de uma obra indispensável para professores, estudantes, pesquisadores e profissionais para pensar as transformações pela qual o campo do jornalismo passa nos seus aspectos de produção, distribuição e recepção de conteúdo com os processos de digitalização, convergência e de multiplicação de plataformas midiáticas. Catorze autores, especializados em suas respectivas áreas, lançam olhares e questões sobre os fenômenos emergentes em torno do jornalismo contemporâneo com a crescente complexificação de seus processos. Infografia, midiatização, jornalismo móvel, blogs, Wikipédia, radiojornalismo, telejornalismo, redes sociais, gêneros, fotojornalismo e documentários são alguns dos temas tratados nesta edição.
O livro é o segundo volume da série Metamorfoses Jornalísticas. O primeiro tratou das "formas, processos e sistemas", enquanto que o segundo analisa as "reconfigurações da forma" do fazer jornalístico. Ambos volumes se inserem em um contexto mais amplo, do qual fazem parte ainda dois outros livros – Edição em jornalismo: ensino, teoria e prática (Edunisc, 2006) e Edição de imagens em jornalismo (Edunisc, 2008), cujo objetivo tem sido observar as complexificações que se estabelecem no jornalismo a partir do momento em que ele se vê imerso em um cenário altamente tecnologizado, tendo a internet como ponto de referência sócio-histórico.
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O SUMÁRIO:

PREFÁCIO
Alex Primo

APRESENTAÇÃO
O SEGUNDO PASSO
Demétrio de Azeredo Soster, Fernando Firmino da Silva

COMO O DISPOSITIVO PREPARA PARA O GÊNERO JORNALÍSTICO?
Lia Seixas

REDES SOCIAIS NA INTERNET, DIFUSÃO DE INFORMAÇÃO E JORNALISMO: elementos para discussão
Raquel Recuero

OS BLOGS E OUTRAS NARRATIVAS DO CIBERESPAÇO
Cláudio Cardoso de Paiva

COLABORAÇÃO, EDIÇÃO, TRANSPARÊNCIA: desafios e possibilidades de uma “wikificação” do jornalismo
Carlos d’Andréa

REPORTAGEM COM CELULAR: A visibilidade do jornalismo móvel
Fernando Firmino da Silva

SOBRE ZH: Zero Hora Responde
Antonio Fausto Neto

MODELO PARA ANÁLISE DO JORNALISMO MIDIATIZADO
Demétrio de Azeredo Soster

ESPAÇO CRÍTICO NO JORNALISMO: para além da indústria, do intelectual e do consumo polêmico
Jairo Ferreira

DO ANALÓGICO AO DIGITAL: notas sobre o telejornal em transição
Fabiana Piccinin

A TRAVESSIA DO ANALÓGICO PARA O DIGITAL NA TV CABO BRANCO – PARAÍBA
Águeda Miranda Cabral

BASES DE DADOS E INFOGRAFIA INTERATIVA: novas potencialidades, conceitos e tendências
Adriana Alves Rodrigues

VALOR NOTÍCIA X VALOR IMAGEM. FORMATOS DO FOTOJORNALISMO EM REDES DIGITAIS
José Afonso da Silva Junior

O PROCESSO DE MUTAÇÃO DA PRODUÇÃO DO
RADIOJORNALISMO

Nelia R. Del Bianco

O OLHAR DE VERTOV PARA VER HOJE
Jair Giacomini

domingo, janeiro 31, 2010

Divagações sobre a #cparty e Encontro de Rede Vivo

(este post poupa-te de desculpas sobre os motivos deste blog continuar abandonado. Entre tuitadas mais ou menos frequentes e um esforço concentrado nas publicações e no adiantar da tese de doc, nada deve mudar nos próximos tempos).

A convite do Instituto Vivo e da Papagallis estive, por um dia, na Campus Party. A proposta, tão obscura quanto instigante, era participar de "conversações" baseadas na pergunta "Redes digitais ou redes sociais. Afinal, quem está conectado vive e aprende em rede?".

De cara, achei bacana o convite ter partido do Rafael Munduruca e do Cristiano Sávio, dois ex-alunos do curso de Jorn. da UFV - não foram meus alunos, diga-se. Um tanto imerso em leituras conceituais e cansado das exposições egocêntricas e pouco relevantes dos eventos acadêmicos, topei sem pestanejar.

As conversas foram instigantes, talvez menos pelas idéias do que pelo formato e pelas conexões estabelecidas. Em um ambiente tão ruidoso quanto a Campus Party, foi mais produtivo sentar em torno da mesa e ouvir os interlocutores sem microfone ou streaming (sim, tinha gente ouvindo palestra via web dada a barulheira constante no local).

Cada vez parece-me mais nítida a recorrente idéia de estudiosos e articuladores da web: tão ou mais importantes que os pontos da rede são as conexões estabelecidas entre eles. Nessa vibe, foi bacana conhecer o relato do Wagner Merije sobre como os celulares estão entrando pela porta da frente das escolas no projeto Minha Vida Mobile. Boto fé que a Ivana Bentes vai conseguir transformar a Escola de Comunicação da UFRJ (da qual agora é diretora) em um espaço acadêmico a la Pontões de Cultura.

Surpreendi-me com a revista sobre "Transparência" que o Fernando Barreto e a Lívia Ascava, da WebCitizen, distribuiram após o bate-papo. No editorial da "Gotas", a WebCitizen apresenta-se como "uma empresa privada que se propõe a atender o interesse público e ganhar dinheiro com isso". Gostei, assim como do projeto Vote na Web, que recomendara antes pelo twitter.

Até o chá de aeroporto após o cancelamento do vôo para BH foi compensado por um papo bacana sobre games, aplicativos, pesquisas e a vida em BH com o Daniel Coquieri, da O2Games. Hei de ficar de olho no trabalho deles.

Sobre a #cparty em geral, as poucas horas que passei flanando por lá me permitem concluir que, definitivamente, não é um espaço onde eu ficaria acampado ou imerso por dias a fio. Minha experiência com tecnologia liga-se à vida cotidiana, que para mim é preferencialmente diurna e vivida ao ar livre, e não num galpão regado a Red Bull madrugada a dentro.

Falando assim, parece que odiei. Não: curti bastante. Entregue à característica dispersiva que o ambiente cultiva, dei umas boas voltas pelas diferentes alas e tribos, evitando, no entanto, um olhar excessivamente antropológico. Como meu netbook não tem entrada para ponto de rede e as redes sem fio eram armadilhas dos hackers de plantão, ironicamente fiquei quase off-line e alheio à mítica conexão 10Gb.

Pesquei um trecho do debate sobre pesquisa de blogs com o André Lemos e o Rogério Christofoletti (links para posts sobre a #cparty), um centrado Gilberto Gil falando das relações Estado e Iniciativa Privada (tema: Plano Nacional de Banda Larga), um culto meio desmedido ao Tas, papos sobre Inteligência Artificial, mercado de games e Creative Commons. Nos intervalos, o @todearaujo e sua turma recém-formada (presencialmente) atuaram como guias que explicam as localizações e as sensações do evento.

Ano que vem espero passar mais um, quem sabe dois dias por lá.

terça-feira, outubro 27, 2009

Hipertexto 2009 + artigo "Auto-organização e processos editoriais..."

Começa nesta quinta, dia 29 de outubro, no Cefet/MG, o III Encontro Nacional sobre Hipertexto, que reúne pesquisadores e alunos de interessados em discutir as relações entre linguagem e tecnologia em diferentes campos do conhecimento.

Estarei lá apresentando o artigo "Auto-organização e processos editoriais na Wikipédia: uma análise à luz de Michel Debrun", que formaliza uma nova etapa de minha pesquisa de doutorado - relacionar processos editoriais e auto-organização em sistemas complexos. O trabalho é parte do GD "Projetos e processos na web colaborativa", que contará com 16 trabalhos em três mesas temáticas. A programação está abaixo.

Meio de improviso, participo ainda da mesa-redonda "Escrever na rede, escrever em rede: novos sentidos para as redes colaborativas", que conta com a presença de Nelson Pretto (Educação/UFBA) e Luciana Mielniczuk (Comunicação Midiática/UFSM).

Sem mais delongas...

Programação GD Projetos e processos na web colaborativa

MESA 1: Sociedade, práticas e ferramentas colaborativas
Sexta-feira, 30 de outubro, 14h às 18h Coordenação: Carlos d'Andréa (UFMG/UFV)

Bens comuns intelectuais: dos que temos aos que queremos - Miguel Said Vieira

Transparência na esfera pública interconectada – recombinação e plurissignificação de dados públicos textuais na rede - Daniela Bezerra da Silva

Reemergência do sujeito nas mídias-sociais da web 2.0 e a consequente transformação da esfera jornalística - André Luiz Covre

A "dança" dos gêneros audiovisuais na convergência de mídias: um estudo de migrações e transmutações na web 2.0 e na televisão - Rafael Rodrigues da Costa

A Construção da Imagem de Si no Orkut - Ângela Valéria Alves da Silva

Micro-bloggings: novos meios de comunicação na internet - Jefferson Veras Nunes, Hamilton Rodrigues Tabosa e Airtiane Francisca Rufino


MESA 2A: Wikis e Wikipédia
Sábado, 31 de outubro, 08h às 11h
Coordenação: Carlos d'Andréa (UFMG/UFV)

Auto-organização e processos editoriais na Wikipédia: uma análise à luz de Michel Debrun - Carlos Frederico de Brito d'Andréa

Participações em uma comunidade de prática; O sustentáculo da Wikipédia - Paulo Henrique Souto Maior Serrano

Gênero e colaboração: a construção do verbete da Wikipédia - Vanessa Wendhausen Lima

Web 2.0 e Políticas Linguísticas: Português brasileiro versus português europeu - Lorena da Silva Rodrigues

Ambiente wiki em contexto escolar: interação e produções colaborativas de narrativas em Formula Fiction - Robsônia Ribeiro de Sá


MESA 2B: Gêneros, educação colaborativa e blogs
Sábado, 31 de outubro, 08h às 11h
Coordenação: Sandro Luis da Silva (UFLA)

O chat educacional: relato de uma experiência com o gênero textual no curso superior - Sandro Luis da Silva

Investigando, aprendendo e partilhando conhecimentos: a webquest e o blog em atividades de orientação educacional - Francisca das Chagas Soares Reis

Incorporação de atividades colaborativas em ambientes virtuais na UNESP FCLAr - Ucy Soto

Blog jornalístico: o dialogismo bakhtiniano na rede - Daniele de Oliveira

Blogue: um gênero híbrido da esfera hipertextual em um modo de enunciação eletrônico-digital?
Djamar Campos-Terra

terça-feira, agosto 25, 2009

Revisões assinaladas: uma nova Wikipédia?

A mudança vinha sendo discutida desde o ano passado (ver post Wikipedia = Britannica? Ainda não) e, nesta segunda, 24/08, o NYT confirmou:

a versão em inglês da Wikipédia vai a adotar o recurso "Revisões assinaladas", ou "Validação de páginas" (em inglês, flagged revisions). Com esta mudança, a edição de alguns artigos ( no caso, como as Biografias de Pessoas Vivas, ou articles about living people) passará pela aprovação de algum usuário mais experiente antes de ser publicada.

Atualização em 26/08 - segundo blog da Wikimedia, a novidade vai se estender a todos os artigos cuja edição tem alguma restrição, e tende a substituir a proteção contra edições de usuários não registrados e novatos.

Em suma, isso significa um duro impacto sobre o modelo aberto e sem moderação prévia que sempre caracterizou as Wikipedias. Ao mesmo tempo, é uma medida prudente e que dá a dimensão da relevância e visibilidade alcançadas pelo projeto atualmente.

A matéria de Noam Cohen (praticamente um setorista do NYT para a Wikipedia) cita vários exemplos de vandalismos recentes e afirma que não há critérios já definidos para escolha dos novos editores - e, por consequência, dos que passarão a ser apenas redatores. Na experiência feita na versão em alemão, cerca de 7500 usuários foram habilitados para a função.

Atualização em 26/08 - Post do ReadWriteWeb faz uma importante distinção entre:
- "flagged protections", que permitem que um artigo seja editado por qualquer usuário, mas a alteração só será exibida na versão principal do artigo após aprovação por um editor designado, e
- "patrolled revisions", que é a inserção de marcação em uma versão do artigo, confirmando sua revisão por um editor designado, sem que isso interfira no artigo a ser lido pelo usuário comum. Trata-se de uma espécie de "ponto de restauração" que facilita o monitoramento das edições.

O fato é que, se antes a hierarquização do site era marcada principalmente pelas prerrogativas técnicas atribuídas aos administradores, ficará oficializada agora a divisão de classes na Wikipédia: de um lado os mais experientes e ativos, do outro, o resto. Este é mais um passo de um fenômeno já identificado por pesquisadores e editores: um acirramento das diferenças entre os editores mais ativos e uma maioria que colabora eventualmente, com clara vantagem para o primeiro grupo. Ver, por exemplo, pesquisa inicial recentemente divulgada pelo grupo de pesquisa Augmented Social Cognition, que, entre outras conclusões, identificou que a chance de manutenção de uma edição realizada por um usuário é proporcional ao seu volume de participação.

Vale lembrar que a medida vale apenas para um conjunto de artigo da Wikipedia em inglês e, segundo Jimmy Wales, é ainda "um teste".

As repercussões (sempre em inglês) não tardaram:

Andrew Keen, autor do famigerado livro "Culto ao Amador", se empolgou no Twitter com a novidade, e tiro sarro com @jimmy_wales: "Now I can take you serious".

O Mashable, um dos mais respeitados blogs sobre mídias sociais, foi épico em sua análise: "a new chapter in the Wikipedia information age and the end of an old one"

No OnlineJournalism Blog, Paul Bradshaw afirma que esta é uma decisão óbvia (no-brainer), mas levanta algumas questões relevantes sobre os possíveis impactos sobre a comunidade de editores:
if a new contributor doesn’t see their edit go live immediately, how does that affect their involvement? How does creating a 2-tier system affect the community? Why not instead try adding a disclaimer to the top of all biographies urging caution because “this is about a person”?
Sem me alongar muito, adianto um trecho da conclusão de um artigo meu sobre a colaboração e mediação na Wikipedia e Britannica (será publicado ainda este ano pela revista Em Questão, da UFRGS)

A eventual criação de novas “camadas” de mediação na Wikipédia (as Revisões Assinaladas, por exemplo) parece-nos um indício do esforço da comunidade de editores para equilibrar controle e abertura. Ao mesmo tempo em que se mantém um modelo baseado numa meritocracia auto-regulada, verifica-se uma tendência de valorização dos usuários mais engajados, em detrimento de colaboradores novatos ou eventuais. Esta tensão fica evidente na possibilidade de duas versões de um artigo serem disponibilizadas para o público: uma mais recente, mas passível de erros, e outra checada pelos editores.

Uma ampliação e um maior rigor na vigilância de usuários menos familiarizados com os “Operadores de Normatização” que regem o site podem acarretar no afastamento de um volume numeroso de colaboradores eventuais. Estes representam, ao menos na versão em inglês, uma parte significativa do volume de informações publicadas – 50% das edições realizadas em 2007 foram feitas por wikipedistas com até 100 contribuições em seu histórico (KITTUR, 2007b, p.5) – e, conceitualmente, representam o “espírito wiki” que motivou o projeto.

segunda-feira, junho 29, 2009

Hipertexto 2009 - GD Projetos e Processos Colaborativos

Estão abertas a chamada de trabalhos e as inscriçoes para o III Encontro Nacional sobre Hipertexto, que acontece de 29 a 31 de outubro no Cefet/MG, em Belo Horizonte.

O evento, que originalmente era mais voltado para as áreas de Letras e Educação, neste ano está mais aberto para outras áreas do conhecimento. Basta ver a presença marcante de pesquisadores das áreas de Comunicação, Computação, Belas Artes e outras nas mesas já confirmadas.

Entre os convidados internacionais estão Ilana Snyder (Austrália), Maria Augusta Babo (Portugal) e Rui Torres (Portugal) - veja a programação completa.

Até o dia 20 de setembro os interessados podem submeter resumos a um dos 12 Grupos de Discussão. Chamo a atenção, é claro, para o GD que propus e vou coordenar: Projetos e Processos na Web Colaborativa. A ementa é:
Este grupo pretende aproximar pesquisas e experiências baseadas em ferramentas e práticas da web colaborativa, ou web2.0, caracterizada pela participação do público na elaboração e na edição de conteúdos em texto, foto, vídeo, etc. São bem-vindos trabalhos sobre blogs, wikis, podcasts e folksonomia, entre outros conceitos, assim como discussões sobre os desafios e possibilidades da colaboração via web nas áreas de Comunicação, Jornalismo, Linguística Aplicada, Educação, Ciência da Informação e afins.
Logo no fim de setembro, será divulgada a relação de trabalhos aceitos, e os aprovados terão um prazo (curto) para envio dos trabalhos completos.

Para a submissão de resumos/artigos é exigido, no mínimo, estar cursando mestrado.

Graduandos, graduados e especialistas podem participar com pôsteres ou ouvintes.

As inscriçoes até 31 de julho são mais baratas.

Blog sobre Jornalismo Multimídia

Antes que este blog complete um mês no limbo, eis-me aqui para o já tradicional jabá de trabalhos produzidos ao longo do semestre.

Um dos produtos elaborados pelos alunos da UFV em 2009 1 é o blog Práticas de Jornalismo Multimídia, onde postamos conceitos, exemplos, autores, tutoriais etc sobre temas relevantes para o jornalismo na "era multimídia".

Cinco temas centrais foram abordados lá:
- Reportagem Multimídia
- Jornalismo Móvel
- Jornalismo e Mapas
- Infografia Multimídia
- Newsgames

É uma boa fonte de pesquisa, acredito eu.

segunda-feira, junho 01, 2009

Teia, Vint Cerf, AI5Digital, "blogueiros": notas de um dia intenso

Previ na segunda-feira passada que o 01/06 seria um dia quente, e acabou esquentando ainda mais. Além da palestra do Vint Cerf e o ato contra o AI5Digital, apareceu um convite para a cerimônia de lançamento do Teia, no Palácio da Liberdade, e uma boa oportunidade de conhecer ou reencontrar gente atuante nas mídias sociais em BH e SP.

Antes que o assunto esfrie (e eu volte às muitas pendências acumuladas), deixo aqui algumas notas e links (achando outros, acrescentarei). As fotos são do Flickr do Spyer.

1) A palestra do Vint Cerf não surpreendeu nem decepcionou. Foi unanimidade entre todos com que conversei que a simples chance de vê-lo falando, in loco, valia mais do que qualquer novidade que ele pudesse anunciar. Entre exemplos divertidos (como controle da temperatura da adega de vinho via celular) e surpreendentes (o desenvolvimento de uma internet interplanetária), Cerf mostrou que ainda é um dos cabeças da internet - e um sujeito bem simpático. Pra sincero, quero mesmo é a foto que tirei ao lado dele - essa vai pra minha mesa de trabalho.

A palestra na íntegra pode ser revista aqui. Dê uma olhada tb no que foi tuitado.

2) Conhecemos a base do projeto Teia, liderado pela Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia, e conversamos em vários momentos com os líderes e articuladores do projeto. Entre os vários aspectos, me chamou muito a atenção a possibilidade do estado atuar com um articulador, uma ponte entre "agentes" e "clientes" da sociedade civil, que têm grande autonomia para negociar e conversar entre si. As ferramentas e práticas da web 2.0 têm função estratégica nessa articulação - têm usado muito o Ning, por exemplo.

O projeto ganhou escala rápido por ser descentralizado e atender às demandas regionais - há muitos casos interessantes. Uma análise mais calma será necessária, até porque será ótimo ver demandas de Viçosa inseridas nessa rede.

Não posso deixar de destacar a empolgação com que a equipe do projeto vem conduzindo a iniciativa. Sei bem reconhecer quando uma equipe está inteira envolvida - isso é mais de meio caminho andado para encarar uma empreitada com essa.




3) Fui um dos "blogueiros" convidados pela organização da acompanhar a palestra, conhecer a sede do Teia e acompanhar
a cerimônia no Palácio da Liberdade. Já tornei público meu incômodo com esse rótulo: nada contra blogueiros, mas é algo que não me define. Pelejo com esse blog, mas essencialmente sou um professor que usa a ferramenta como um dos espaços de reflexão. Gosto mais da definição do Spyer (outro incomodado com o termo), que nos chamou no twitter de "representantes do campo das mídias sociais".

De todo modo, foi estranho sentar na mesa de reuniões da sede
do governo de Minas, dividida entre os engravatados
(governador, representantes do Google e das secretarias envolvidas) e os blogueiros, "seres" que têm licença poética para colocar notebooks sobre a mesa, mexer freneticamene no celular durante os discursos e até rir quando recebem um reply sacaneando algum figurão que estava por lá.

4) O cansaço me impediu de acompanhar todo o ato público contra o projeto Azeredo de criminalizar várias práticas na internet - o denominado AI-5 Digital. Fui muito para ouvir o Idelber - que já registrou algumas impressões e links sobre o evento. Vale a pena ainda explorar o site do advogado Túlio Vianna - além do Sérgio Amadeu, que encarna como ninguém o discurso contra os lobbies escusos que norteiam o projeto.

segunda-feira, maio 25, 2009

(BH) Palestra "A internet do futuro", com Vint Cerf

O vice-presidente mundial do Google, Vint Cerf, ministra a palestra "A internet do futuro" na próxima segunda, dia 01/06, no auditório do Minascentro em BH. O evento é gratuito, mediante inscrições (ver convite abaixo).

Vint Cerf é simplesmente do inventor do protocolo TCP/IP, que permite que os computadores "conversem" entre si. No currículo ainda constam a presidência da Internet Society (1992 a 1995) e da ICANN, órgão responsável pelos domínios da internet.

Numa entrevista em 2006, afirmava que "é difícil censurar a web" - uma coincidência enorme o leva a BH no dia em a cidade abriga um Ato Público contra o AI-5 Digital - vulgo projeto de lei de Azeredo. Dia quente!

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segunda-feira, maio 18, 2009

Este blog não morreu...

... mas está dando um tempo.

Mais cedo ou mais tarde, voltamos.

Por favor, mantenha o feed cadastrado, se for o caso.

Os motivos externos são muitos - mas há também um desânimo pessoal com o "ato de blogar"

Vai passar.

quarta-feira, abril 15, 2009

Rumo ao 12º ENPJ: artigo "Jornalistas 2.0..." e outras pautas

Sim, o blog anda às moscas: acúmulo de burocracias, aulas já em ritmo acelerado, nova versão do projeto de doutorado em gestação, projetos de sites, novos artigos com deadlines à vista... e uma certa letargia, confesso.

O post é mais para registrar que nesta sexta, dia 17, começa o 12ºEncontro Nacional do Professores de Jornalismo, que este ano será na boa e velha BH.

Estarei lá acompanhando os debates, que, espero, trarão novas informações sobre o momento "quente" da área de jornalismo.

Na conferência de abertura, por exemplo, o professor Alfredo Vizeu, da UFPE, falará sobre "O ensino de jornalismo no Brasil e as diretrizes curriculares: idas e vindas de um processo de consolidação do jornalismo como campo acadêmico" (Vizeu é membro da comissão nomeada pelo MEC para rever as diretrizes dos cursos de jornalismo).

No sábado à tarde, apresento o artigo
"Pela formação de “jornalistas 2.0”: relato de projeto acadêmico com blogs, Twitter e podcasts", que é um relato crítico de uma atividade desenvolvida em 2008 2 com uma das turmas da UFV (resumo abaixo e artigo relacionado no carlosdand.com). Os blogs citados no trabalhos podem ser acessados aqui.

Infelizmente o site oficial não tem a programação detalhada dos GTs e o sistema de busca dos artigos é um tanto deficiente, mas vale a pena dar uma checada na relação de Autores, Resumos e Trabalhos.

É um pouco improvável, mas de repente posso tuitar algo de lá.

E quem sabe sai algum post aqui ao final do evento.

D´ANDRÉA, C. F. B. Pela formação de "jornalistas 2.0": relato de projeto acadêmico com blogs, Twitter e podcasts". In: 12 Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, 2009, Belo Horizonte. Anais... 2009.

Resumo: Este artigo apresenta e problematiza um projeto acadêmico desenvolvido com alunos do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Cada grupo de alunos foi responsável pela concepção e atualização de um weblog sobre um tema à sua escolha, além de um canal no serviço de microblog Twitter e de um podcast. Além de adequar os processos jornalísticos tradicionais (pauta, apuração, redação, edição) às especificidades do webjornalismo (e, especificamente, dos blogs), procurou-se desenvolver habilidades específicas do trabalho jornalístico na internet, como uma ênfase em gestão de conteúdo, relacionamento com o público e análise de estatísticas de acesso. Após uma discussão conceitual sobre as novas demandas no atual contexto de atuação profissional do jornalista e as possibilidades para o ensino na área, são detalhadas e discutidas as atividades desenvolvidas ao longo de um semestre letivo.

Palavras-chave: Webjornalismo. Blog. Microblog. Podcast.

sexta-feira, abril 03, 2009

Por dentro da convergência de mídias nos Diários Associados

A palestra “A convergência de mídias nos Diários Associados” na UFV foi um sucesso - cerca de 200 pessoas para assistir a palestra e debater com jornalista Robson Leite, analista de mídias convergentes do grupo (fotos no canal do curso no Picasa)

Organizamos uma mini-cobertura multimídia e no YouTube estão seis vídeos editados a alunos do curso. Sem dúvida é um registro precioso para entendermos os caminhos e desafios enfrentados na aproximação de rádio, TV, jornal e internet.

Os assuntos abordados são:

O que faz um analista de mídias?



Convergência e linhas Editoriais



Preparação do profissional multitarefa



As pautas e a Convergência



Convergência, colaboração e o portal Dzaí



Formatação, conteúdo e novidade

sábado, março 14, 2009

Convergência - por aqui e pelo mundo

Convergências de mídias é o tema da semana que chega no curso de Comunicação Social / Jornalismo da UFV, onde leciono.

Na quarta, dia 18, recebemos o jornalismo Robson Leite, analista de mídias convergentes do grupo Diários Associados, conglomerado de comunicação que, em BH, reúne o jornais Estado de Minas e Aqui, TV Alterosa, portal UAI e rádio Guarani (mais informações sobre a palestra e o convidado).

Estamos preparando uma mini-cobertura multimídia e espero publicar alguns links aqui no fim da semana.

Coincidência ou não, tirando o atraso na leitura de feeds me deparei com três materiais preciosos sobre convergência - são ótimas leituras preparatórias para o debate (tem algum aluno aí?).

A Ana Brambilla linkou o projeto "Documental Multimedia Redacciones On Line", coordenado pelo argentino Alvaro Liuzzi, que gravou, em vídeo, depoimentos de editores sobre as adaptações das redações jornalísticas em países de língua espanhola. Temas como "El proceso de integración de redacciones", "Cobertura informativa y turnos de trabajo" e "Blogs y contenido multimedia" são discutidos. Um resumo está no vídeo abaixo:




Lá no GJOL Fernando Firmino deixou a dica do recém-lançado livro "Periodismo Integrado - convergencía de medios y reorganización de las redacciones", de Ramón Salaverría e Samuel Negredo. Um dos grupos de mídia estudados é o Estado de São Paulo.

Dá pra baixar o case do inglês Daily Telegraph.

Entre vários textos interessantes, Andre Deak linka outro material de Salaverría (e José Alberto Garcia Alvilés: o artigo La convergencia tecnológica en los medios de comunicación: retos para el periodismo.

segunda-feira, março 09, 2009

Criticando a Enciclopedia (como fazem com a Wikipedia...)

Uma das vertentes principais de meu estudo de doutorado é identificar qual a relação entre processos editoriais tradicionalmente estabelecidos (produção de livros ou jornais, por exemplo) com a dinâmica de produção de textos na Wikipedia.

Por isso, ando lendo alguns coisas de História Cultural - neste momento, O Iluminismo com Negócio, uma pesquisa monumental de Robert Darnton sobre os desdobramentos da publicação da Enciclopédia, obra pioneira coordenada por Diderot e D’Alembert.

Darnton apresenta um documento interessatíssimo - um relatório posterior de Diderot avaliando o projeto que lhe tomou mais de 20 anos e, em 1768, estava prestes a ser relançando por outro editor, Panckoucke.

As críticas que reproduzo abaixo caberiam muito bem na boca dos mais ferrenhos críticos da Wikipédia - mais um sintoma de como os fatos e as discussões se repetem ao longo dos séculos.

Negritei os trechos que me parecem mais "atuais" (que fique claro, não indicam necessariamente minha opinião):

A obra fora prejudicada, explicou, pela mediocridade de seus colaboradores – e apontou seus nomes, juntamente com as vastas seções da Enciclopédia por eles maculadas. Alguns dos colabores eram incompetentes. Outros haviam pago a escritores medíocres. E esses verbetes malfeitos tornavam incongruentes os de boa estirpe. Não existia homogeneidade na qualidade do texto, e a coordenação na alocação das tarefas fora péssima. Assim, temas importantes haviam sido omitidos porque alguns colaboradores que outros os estavam escrevendo, as remissões recíprocas dos eventos haviam sido esquecidas e o texto não fora cuidadosamente relacionado às ilustrações. Diderot não teve papas na língua; a Enciclopédia era caótica: “A Enciclopédia foi um sorvedouro, no qual esses perfeitos trapeiros lançaram desordenadamente uma infinidade de coisas mal digeridas, boas, más, detestáveis, verdadeiras, falsas, incertas, e sempre incoerentes e discordantes”.