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terça-feira, maio 20, 2014

Livro "Ruas e Redes: Dinâmicas dos ProtestosBR" (2014)

Atualização: o lançamento será lançado no sábado, 02 de agosto de 2014, no Centro Cultural do Banco do Brasil, em Belo Horizonte.

O livro "Ruas e Redes: Dinâmicas dos ProtestosBR", organizado pela professora Regina Helena Alves Silva, reúne trabalhos de pesquisadores do grupo de pesquisa Centro de Convergência em Novas Mídias (CCNM)

Entre os capítulos está o artigo "Imagens violentas nas manifestações de 2013: multiplicidades, estética e dissenso nas narrativas em vídeo de comuns e de instituições", assinado por Carlos d’Andréa e Joana Ziller (leia uma versão resumida publicada no suplemento SobreCultura, da Ciência Hoje, em julho/2014.

- Ver matéria "Política e as redes" publicada pelo jornal Estado de Minas

A obra, publicada pela Editora Autêntica, tem 192 páginas e traz seis artigos sobre os protestos que eclodiram no país em junho de 2013. Os 12 pesquisadores que assinam os artigos são: Regina Helena Alves Silva, Paula Ziviani, Carlos d'Andréa, Joana Ziller, Geane Alzamora, Tacyana Arce, Raquel Utsch, Sônia Caldas Pessoa, João Marcos Veiga, Valdeci Cunha, Inês Correia Guedes, Amanda Chevtchouk Jurno e Gabriel Mascarenhas Ribeiro de Paula.
Leia abaixo a apresentação assinada por Regina Helena Alves Silva e Paula Ziviani e o sumário do livro:

A contracapa é assinada por Livia de Tommasi, da Universidade Federal Fluminense (UFF): "As conexões inéditas entre as ruas e as redes sociais, a amplificação e instantaneidade das comunicações, a circulação das imagens e das ideias que o uso da internet torna possível produzem um espaço político multifacetado que não se deixa facilmente capturar".

O professor Carlos Fortuna, da Universidade de Coimbra, escreveu a orelha do livro: "Este é um livro acerca dos usos dos espaços urbanos situados entre os edifícios das cidades e ao redor deles. Parece estranho anunciá-lo deste modo. Como se não fosse esse o lugar onde a ação política mais e melhor se expressa. Contudo, muitas das narrativas sobre o político surgem silenciadas ou invisibilizadas pelos quadros teóricos e analíticos que usamos correntemente para compreender/descrever a realidade política urbana". Ainda de acordo com o professor: "Este Ruas e Redes trata de ruas, praças e boulevards de insurreição e rebeldia. Tudo recente… tudo incandescente. Começou há pouco, em Tiananmen. Varreu Sintagma, fez explodir Tahrir, revelou-se na Plaza del Sol… Em seguida passou o Atlântico e fala português. Os espaços públicos urbanos tornados tecnologia política que suporta dinâmicas de protesto social é a narrativa contida nas instigantes sete peças que compõem um livro que se lê de um fôlego".

segunda-feira, agosto 30, 2010

Evento "Ensino de Jornalismo e Convergência"

Nos dias 26 e 27 de agosto estive em Florianópolis para o "I Seminário de Ensino de Jornalismo".

Como estava em "missão oficial" (como coordenador de curso, quero dizer), acabei publicando um post no blog "Em Viagem", um dos desdobramentos do site do curso da UFV.

Dê um passada por lá então...

sexta-feira, abril 03, 2009

Por dentro da convergência de mídias nos Diários Associados

A palestra “A convergência de mídias nos Diários Associados” na UFV foi um sucesso - cerca de 200 pessoas para assistir a palestra e debater com jornalista Robson Leite, analista de mídias convergentes do grupo (fotos no canal do curso no Picasa)

Organizamos uma mini-cobertura multimídia e no YouTube estão seis vídeos editados a alunos do curso. Sem dúvida é um registro precioso para entendermos os caminhos e desafios enfrentados na aproximação de rádio, TV, jornal e internet.

Os assuntos abordados são:

O que faz um analista de mídias?



Convergência e linhas Editoriais



Preparação do profissional multitarefa



As pautas e a Convergência



Convergência, colaboração e o portal Dzaí



Formatação, conteúdo e novidade

sábado, março 14, 2009

Convergência - por aqui e pelo mundo

Convergências de mídias é o tema da semana que chega no curso de Comunicação Social / Jornalismo da UFV, onde leciono.

Na quarta, dia 18, recebemos o jornalismo Robson Leite, analista de mídias convergentes do grupo Diários Associados, conglomerado de comunicação que, em BH, reúne o jornais Estado de Minas e Aqui, TV Alterosa, portal UAI e rádio Guarani (mais informações sobre a palestra e o convidado).

Estamos preparando uma mini-cobertura multimídia e espero publicar alguns links aqui no fim da semana.

Coincidência ou não, tirando o atraso na leitura de feeds me deparei com três materiais preciosos sobre convergência - são ótimas leituras preparatórias para o debate (tem algum aluno aí?).

A Ana Brambilla linkou o projeto "Documental Multimedia Redacciones On Line", coordenado pelo argentino Alvaro Liuzzi, que gravou, em vídeo, depoimentos de editores sobre as adaptações das redações jornalísticas em países de língua espanhola. Temas como "El proceso de integración de redacciones", "Cobertura informativa y turnos de trabajo" e "Blogs y contenido multimedia" são discutidos. Um resumo está no vídeo abaixo:




Lá no GJOL Fernando Firmino deixou a dica do recém-lançado livro "Periodismo Integrado - convergencía de medios y reorganización de las redacciones", de Ramón Salaverría e Samuel Negredo. Um dos grupos de mídia estudados é o Estado de São Paulo.

Dá pra baixar o case do inglês Daily Telegraph.

Entre vários textos interessantes, Andre Deak linka outro material de Salaverría (e José Alberto Garcia Alvilés: o artigo La convergencia tecnológica en los medios de comunicación: retos para el periodismo.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Novas funções do jornalista (e o dilema da formação)

Eis aqui alguns links colecionados nos últimos dias por este professor cada vez mais incomodado desafiado + surpreso (valeu o toque, Kelly e Alex) com os rumos do jornalismo e da formação deste profissional. (Links sem muitos comentários, pois o eminente recesso de fim de ano faz pesar de vez o cansaço acumulado e adiar para 2009 reflexões mais definitivas...)

Search editor.
Statistics editor.
Project editor.
Link editor.
Community editor.
Network editor/ conversation editor.
Tag editor.
Mashup editor.
Web quality editor.
Internet editor.
São dez tarefas emergentes no jornalismo online. Mais em Ten roles for journalists (via Ponto Media)

Su lugar de trabajo está donde haya conexión a Internet. Con un portátil, una cámara y un teléfono son autosuficientes
O jornalismo em mobilidade: Periodistas sin redacción (El Pais)

10 mudanças no papel dos jornalistas

1- Um jornalista tem que saber trabalhar para mais do que um meio. Tem que ser polivalente e conhecer diferentes linguagens.
2-Um jornalista é o seu próprio editor.
3-Um jornalista é uma marca.
4-Um jornalista tem que estar em rede.
5-Um jornalista é um produtor.
6-Um jornalista é um arqueólogo de informação.
7-Um jornalista é um moderador.
8-Um jornalista é um autenticador.
9-Um jornalista é mais polícia de trânsito do que investigador privado.
10-Um jornalista é um DJ.

(e 5 coisas que se mantém)

1-O jornalista é um profissional especializado na recolha, tratamento, criação e gestão de informação;
2-O jornalista trabalha para a sociedade;
3-O jornalista é curioso por natureza, e procura saber mais do que mostram;
4-O jornalista é o primeiro garante da liberdade de expressão e informação;
5-O jornalista é um alvo;

Detalhes no post de Alexandre Gamela em O Lago


The Aggregator-Sub
The Mobile Journalist (MoJo)
The Data Miner
The Multimedia Producer
The Networked Specialist
Community Editor

são algumas atividades mapeadas por Paul Bradshaw em Model for the 21st century newsroom pt.6: new journalists for new information flows

É indispensável convergir à escala empresarial e tecnológica antes de acontecer uma integração dos profissionais e dos conteúdos", defendeu Ramón Salaverría, professor da Faculdade de Comunicação da Universidade de Navarra, Espanha, e subdirector do departamento de projectos jornalísticos da Universidade de Navarra, Espanha.
Repercussões do I Congresso Internacional de Ciberjornalismo em Ramón Salaverría: Ciberjornalismo era inevitável mas não pode cingir-se aos jornalistas (via @danibertocchi)

E agora? Você vai trabalhar onde? Vai pedir emprego pra quem? Aliás, o que é você mesmo? Publicitário? Relações Públicas? O quê?

Quer uma dica? Não peça emprego; crie oportunidades de trabalho. Esse é o jogo.

O bicho é feio? É feio. É bem feioso. Mas acredito piamente que com calma, muito esforço e competência você doma a fera cabeçuda e ainda sai bonito na foto.
O estudante de comunicação e o bicho que o espera (Zeca Martins, no Webinsider)

quarta-feira, maio 14, 2008

(BH) Seminário Mineiro de Educação Profissional e Tecnológica

Interessados em Educação a Distância têm encontro marcado no evento promovido pelo Senactec nos dias 29 e 30 de maio.

Na programação, debates e oficinas sobre Ambiente Virtual de Aprendizagem, Convergência digital, TV digital e Webconferência.

Até 20 de maio, as inscrições custam R$250. O evento promovido pelo Senac Minas acontece no Hotel Mercure, em Belo Horizonte.

sexta-feira, novembro 23, 2007

Livros, a última fronteira da convergência?

Cada um em um momento e com intensidades diferentes, a indústria fonográfica, os jornais impressos, as revistas, as emissoras de televisão e rádio, todos foram impactados pela digitalização de seus produtos.

Falta, ou faltava, a última fronteira: o mercado editorial. O lançamento do Kindle, um novo leitor digital de livros, agitou o mercado esta semana. O "ipod dos livros" foi logo considerado um marco na indissociável relação entre publicações e papel.

O produto da Amazon tem uma tela de 6 polegadas (que não brilha com outros displays) e conexão sem fio à internet, permitindo receber, através de assinaturas, o conteúdo de jornais e revistas, além de 300 blogs. Armazena até 200 e-books de um acervo de 90 mil títulos à venda (na Amazon, claro) por US$ 9,99 e, infelizmente, com proteção contra cópia (e não suporta pdf!). Preço não muito convidativo, assim como o do próprio leitor: US$ 399 (links adicionais ao final do post).

O dispositivo mais próximo do Kindle acredito que seja o Reader, da Sony, lançado em 2006. Suas principais desvantagens são não ter acesso direto à internet (os e-books precisam ser baixados em um computador) e a compra apenas pela loja virtual da Connect, certamente menor que a Amazon. Custa US299.99, incluindo o download gratuito de 100 e-books.

O lançamento de um novo dispositivo é sempre uma ótima oportunidade para avaliarmos o presente e especularmos (digo, apontarmos tendências) sobre o futuro do setor.

Engana-se quem acha que o hábito de leitura em telas de qualquer natureza estaria desmotivando os leitores a comprar obras impressas. Pelo contrário: os números aumentaram nos últimos anos. A editora norte-americana Penguin, por exemplo, afirmou recentemente que a internet beneficiou as livrarias, funcionando como ferramenta de marketing, experimentação e aproximação com a próxima geração de leitores (que o diga o exemplo da Cauda Longa editorial no Brasil). Para o executivo John Makinson, "muita coisa está acontecendo na indústria musical que não se repete no setor dos livros. Os consumidores não querem álbuns inteiros, apenas faixas. Mas querem livros inteiros, e não capítulos".

A distribuição P2P chegou, mas não abalou as livrarias. Legiões de leitores scaneam e compartilham livros em sites como o Democratização da Leitura, que tem um "acervo alimentado por centenas de colaboradores em todo o mundo". Lançado em agosto no Reino Unido, o livro “Harry Potter and the Deathly Hallows” em horas já estava disponível para download, no que chegou a ser chamado de napsterização do mercado de livros.

Nem isso parece incomodar, ao menos os autores. Em artigo recente, Nelson Motta afirmou: "meus editores vão ficar de cabelos em pé, mas, por mim, colocava o texto completo de meu novo livro na internet, um mês depois do lançamento, sem medo de ser feliz". Além disso, a internet ajudou jovens escritores a praticarem a escrita, lançarem-se para o público e, depois de algum tempo, ganharem o mercado editorial com obras impressas.

The future of books, reportagem de março de 2007 da revista The Economist, apresenta uma interessante diferenciação entre os genêros literários. A digitalização está trazendo o mesmo impacto para obras de ficção, não-ficção, poemas, enciclopédias? Claramente, não.

Faltariam antes suportes de leitura portáteis adequados às características de um livro? Uma tela tradicional jamais atraiu ninguém para uma leitura prazeirosa. Para se criar um documentos txt e ler num ipod, então, há de se estar muito interessado no tema (e "bem das vistas", como se diz no interior).

Papo para outros (longos) posts.

Leia ainda: The Future of Reading (Newsweek) e E-paper comes alive (Technology Review)

quarta-feira, abril 18, 2007

Links sobre copyright

Notas sobre os dilemas e possibilidades do direito de autor na era da internet:

Foi lançado há pouco o livro Comunicação digital e a construção dos commons: Redes virais, espectro aberto e as novas possibilidades de regulação, que conta com artigos de Sérgio Amadeu da Silveira, João Brant e Gustavo Gindre (do coletivo Intervozes) e os norte-americanos Yochai Benkler e Kevin Werbach. Gindre publicou nesta semana um artigo na Rets: A convergência, os paradigmas e a lei.

Entre outros temas são discutidos os aspectos econômicos e políticos da licença Commons e a necessidade de novas regulamentações para a área. Custa R$28 pelo site da editora da Fundação Perseu Abramo, que reproduz ainda o prefácio de Jon “maddog” Hall.

Vale também uma visita ao site do Center for Intellectual Property, mantido pela Universidade de Maryland. O grupo promove em maio um encontro chamado What will your copyright future look like -The Matrix, an Orwellian Society, or a Brave New World?



domingo, outubro 15, 2006

Convergência e Jornalismo

(de volta, após intensos dias de compromissos e descansos desconectados)

Ensaio Desmitificando la convergencia periodística, publicado por José Alberto García Avilés na revista Chasqui, do Centro Internacional de Estudios Superiores de Comunicación para América Latina (CIESPAL), discute os efetivos impactos da convergência digital sobre as práticas jornalísticas, principalmente nas redaçoes européias e norte-americanas.

Sua análise parte de algumas possibilidades, bem resumidas aqui:

"Cualquier redacción está orientada a dirigir procesos y personas. En una redacción multimedia, lo importante es la organización, el flujo informativo, las directrices para encauzar el proceso, desde el momento en que surge la noticia, a lo largo de todas las decisiones que se adoptan. La experiencia de numerosos casos de convergencia muestra que la redacción multimedia se basa al menos en tres pilares:

  • Rediseño de la estructura física y organizativa de la redacción.
  • Cambio de mentalidad por parte de los periodistas y directivos.
  • Uso intensivo de la tecnología multimedia en el trabajo periodístico."
A prática, no entanto, mostra que ainda há grande dificuldade em implementar e principalmente legitimar esse modelo de trabalho e que os jornalistas têm acumulado cada vez mais tarefas, sem remuneração extra, sobrando pouco tempo e espaços para experimentação de novas linguagens.

Vale especialmente a leitura da sequência de Mitos e Realidades levantada por Avilés.