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segunda-feira, junho 29, 2009

Blog sobre Jornalismo Multimídia

Antes que este blog complete um mês no limbo, eis-me aqui para o já tradicional jabá de trabalhos produzidos ao longo do semestre.

Um dos produtos elaborados pelos alunos da UFV em 2009 1 é o blog Práticas de Jornalismo Multimídia, onde postamos conceitos, exemplos, autores, tutoriais etc sobre temas relevantes para o jornalismo na "era multimídia".

Cinco temas centrais foram abordados lá:
- Reportagem Multimídia
- Jornalismo Móvel
- Jornalismo e Mapas
- Infografia Multimídia
- Newsgames

É uma boa fonte de pesquisa, acredito eu.

segunda-feira, junho 01, 2009

Teia, Vint Cerf, AI5Digital, "blogueiros": notas de um dia intenso

Previ na segunda-feira passada que o 01/06 seria um dia quente, e acabou esquentando ainda mais. Além da palestra do Vint Cerf e o ato contra o AI5Digital, apareceu um convite para a cerimônia de lançamento do Teia, no Palácio da Liberdade, e uma boa oportunidade de conhecer ou reencontrar gente atuante nas mídias sociais em BH e SP.

Antes que o assunto esfrie (e eu volte às muitas pendências acumuladas), deixo aqui algumas notas e links (achando outros, acrescentarei). As fotos são do Flickr do Spyer.

1) A palestra do Vint Cerf não surpreendeu nem decepcionou. Foi unanimidade entre todos com que conversei que a simples chance de vê-lo falando, in loco, valia mais do que qualquer novidade que ele pudesse anunciar. Entre exemplos divertidos (como controle da temperatura da adega de vinho via celular) e surpreendentes (o desenvolvimento de uma internet interplanetária), Cerf mostrou que ainda é um dos cabeças da internet - e um sujeito bem simpático. Pra sincero, quero mesmo é a foto que tirei ao lado dele - essa vai pra minha mesa de trabalho.

A palestra na íntegra pode ser revista aqui. Dê uma olhada tb no que foi tuitado.

2) Conhecemos a base do projeto Teia, liderado pela Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia, e conversamos em vários momentos com os líderes e articuladores do projeto. Entre os vários aspectos, me chamou muito a atenção a possibilidade do estado atuar com um articulador, uma ponte entre "agentes" e "clientes" da sociedade civil, que têm grande autonomia para negociar e conversar entre si. As ferramentas e práticas da web 2.0 têm função estratégica nessa articulação - têm usado muito o Ning, por exemplo.

O projeto ganhou escala rápido por ser descentralizado e atender às demandas regionais - há muitos casos interessantes. Uma análise mais calma será necessária, até porque será ótimo ver demandas de Viçosa inseridas nessa rede.

Não posso deixar de destacar a empolgação com que a equipe do projeto vem conduzindo a iniciativa. Sei bem reconhecer quando uma equipe está inteira envolvida - isso é mais de meio caminho andado para encarar uma empreitada com essa.




3) Fui um dos "blogueiros" convidados pela organização da acompanhar a palestra, conhecer a sede do Teia e acompanhar
a cerimônia no Palácio da Liberdade. Já tornei público meu incômodo com esse rótulo: nada contra blogueiros, mas é algo que não me define. Pelejo com esse blog, mas essencialmente sou um professor que usa a ferramenta como um dos espaços de reflexão. Gosto mais da definição do Spyer (outro incomodado com o termo), que nos chamou no twitter de "representantes do campo das mídias sociais".

De todo modo, foi estranho sentar na mesa de reuniões da sede
do governo de Minas, dividida entre os engravatados
(governador, representantes do Google e das secretarias envolvidas) e os blogueiros, "seres" que têm licença poética para colocar notebooks sobre a mesa, mexer freneticamene no celular durante os discursos e até rir quando recebem um reply sacaneando algum figurão que estava por lá.

4) O cansaço me impediu de acompanhar todo o ato público contra o projeto Azeredo de criminalizar várias práticas na internet - o denominado AI-5 Digital. Fui muito para ouvir o Idelber - que já registrou algumas impressões e links sobre o evento. Vale a pena ainda explorar o site do advogado Túlio Vianna - além do Sérgio Amadeu, que encarna como ninguém o discurso contra os lobbies escusos que norteiam o projeto.

terça-feira, outubro 14, 2008

Diferença entre blogs e wikis: ferramenta ou propostas?

À primeira vista a resposta para a questão acima parece simples.

Um blog é uma ferramenta que pertence a um ou mais autores, responsáveis pela publicação dos posts cujo conteúdo pode ser complementado por comentários de visitantes ou expandido por links repercutindo o tema.

Um wiki, por outro lado, baseia-se na redação coletiva de um texto, e ainda que seja um espaço de interações, exige que tente-se chegar a um consenso sobre o tema em questão, já que não faz sentido manter duas ou mais páginas sobre o mesmo (é por isso que o Knol, por exemplo, pouco tem a ver com a Wikipédia).

Dois posts que li recentemente nos ajudam a questionar o "determinismo tecnológico" que norteia os conceitos acima:

O GooseGrade, apresentado pelo Tiago Dória, é um widget que, mediante cadastro, qualquer pessoa possa editar os posts de seu blog. O foco são "pequenos" erros factuais, gramaticais ou de digitação, avisados ao autor via e-mail para aprovação ou não. Podemos pensar num uso mais amplo e intenso, o que, como o próprio Tiago observou, aproximaria o blog de um wiki. (O recurso já pode ser acessado à esquerda deste blog - fique à vontade para propor edições!)

No Online journalism Blog, Paul Bradshaw contou a experiência do jornal britânico Trinity Mirror, que lançou um wiki (wikinortheast.co.uk) para "cobrir todos os aspectos" da região de North-East (ou seja, um projeto hiperlocal). Mas, na visão de Bradshaw, há um problema: "é muito difícil encontrar algo para editar". Vários textos estão "prontos", sendo que alguns, retirados dos arquivos do jornal, simplesmente não podem ser alterados. Resta ao usuário adicionar, e não editar o conteúdo. Resultado: "um híbrido wiki-blog".

Voltando à questão inicial: até que ponto a ferramenta (pura e simplesmente) condiciona o funcionamento de um projeto na web? Abrir ou fechar, restingir ou liberar parecem-me cada vez menos associados às condições tecnológicas e sim às propostas comunicacionais.

Concorda?

terça-feira, junho 10, 2008

Mashups Bairros BH e outros trabalhos

Há um bom tempo não linko por aqui trabalhos produzidos com/por alunos, mas para que este blog não esqueça suas origens, selecionei algumas produções de interesse mais amplo.

Os que mais me animam neste fim de semestre são os mashups produzidos pelos alunos de Jornalismo e RP. Eles adicionaram ao Google Maps fotos, trechos de entrevistas e até podcasts sobre bairros de Belo Horizonte, onde entrevistaram moradores e procuraram mapear as relações sociais entre eles.

Visite o nobre e engarrafado Belvedere, o Aglomerado Santa Lúcia e os nobres bairros vizinhos, a tradição do Santa Tereza, a religiosidade do Bairro da Graça e a badalada Savassi. Há também um guia dos shopping centers da cidade.

Entre os podcasts, gostei especialmente das dicas para remixar um spy trance no Fruit Loops e uma entrevista com Márcio Borges, do Clube da Esquina. Os demais estão aqui.

E com signicativo pesar, entre os blogs indico uma visita ao Jornalismo 5 Estrelas, que segue crescendo enquanto o ex-Ipiranga continua na crista da onda.

P.S. - A falta de atualização do blog no último mês deve-se a uma trementa falta de tempo, associada a uma ou duas doses de menor priorização. A situação não deve melhor muito até o fim de junho, pelo menos. Me esperem aí.

sábado, fevereiro 16, 2008

Blogosfera Overloaded?

Não fui ao Campus Party. Pra ser sincero (que não soe como despeito), não tive vontade nenhuma de ir. Mas como qualquer pessoa interessada na área, procurei acompanhar o que estava acontecendo por lá. Por absoluta falta de tempo ao longo da semana, concentrei-no Twitter, onde sigo duas dúzias de pessoas sem saber exatamente porque.

Visitei alguns links legais, descobri que o Tumblr é a bola da vez (mas ainda não criei conta lá) e me distrai com vários ataques de nervos de quem estava ou queria ir lá ("cheguei!", @fulano blá blá blá).

Chegando de viagem após uma visita muito produtiva a um dos centros de pesquisa tecnológica mais importantes do país (talvez poste algo sobre isso nos próximos dias, mas, acredite, tudo que vi lá tem a ver com o que escrevo aqui), resolvi, com muita preguiça, procurar BONS posts sobre o Cparty.

Ainda não encontrei (algumas dezenas de feeds me esperam), mas três posts sobre questões absolutamente sinergicas me chamaram atenção.

O Biscoito Fino e A Massa problematiza uma recente invasão de agressivos comentaristas de portais, que têm posturas incompatíveis com uma das caixas de comentários mais produtivas do país. Com a classe de craque ao fazer uma falta no meio de campo, Idelber sentencia:
Explico, então, pela milésima vez o que qualquer blogueiro sabe: num blog pessoal, não existe “censura”. Se eu lhe impedisse de abrir o seu próprio blog, isso sim, configuraria censura. Este blog não é uma democracia. É um espaço editado. Procuro, em geral, responder os comentários, mas também me dou o direito de ignorar o que acho que deve ser ignorado e apagar o que acho que deve ser apagado.

Michel Lent se assustou com a gritaria virtual a partir do Campus Party, abandonou um post sobre o evento e finalizou um post reflexivo assim:
Nunca tivemos tanto poder de publicação e ao mesmo tempo, nunca tivemos tanto ruído. Como fazer para ser relevante e dizer coisas que realmente vão ser escutadas e aproveitadas? Eu tenho preferido me manter em silêncio. Salvo quando eu acho que tenho alguma coisa realmente relevante pra dizer.
No Libellus, Ana Brambilla critica a pretensa profissão de blogueiro, que tantas vezes atrai gente que não sabe o que e como dizer. O drama é esse:

Primeiro o cara cria um blog. Depois descobre do que é capaz de escrever. Enquanto isso sai atirando prá todo o lado. E quando não descobre nenhum foco editorial? Fica aquela coisa amorfa e desprezível. Mas não importa. Afinal, o cara já é um blogueiro!

A blogosfera está estressada.

Eu não. É sábado à noite e estou prester a ficar off-line.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

RP e web2.0

Se você tem algum interesse na relação entre novas tecnologias, web 2.0 etc e Relações Públicas, Comunicação Organizacional (etc etc), vale a pena checar:

- o terceiro podcast do FalaRP, que traz uma entrevista com Thiane Loureiro, Gerente Corporativa da Edelman. Ela fala sobre gerenciamento de crises on-line e da implementação de um setor de Novas Mídias na agência (é dela o artigo PR 2.0: Por que as Relações Públicas precisam mudar).

- o BlogContent, iniciativa lançada a pouco na Campus Party e que presta "consultorias em search engine optimization, produção de conteúdo, desenvolvimento de estratégias online e orientação a agências de publicidade sobre como se relacionar com blogs e outras mídias sociais". Apesar de faltar conteúdo (!) no blog e logomarca ser pra lá de tosca, há de se acompanhar as iniciativas dos xerifes da blogosfera brasileira.

sexta-feira, outubro 05, 2007

BlogCampMG em novembro


O BlogCampMG acontece nos dias 17 e 18 de novembro, no espaço Oi Futuro (av. Afonso Pena, 4001). Os interessados devem se inscrever via internet, já que as vagas (e o espaço) são limitados. Enquanto isso, participe da lista de discussão BlogCampBH e ajude a atualizar o wiki sobre o evento.

O Blogcamp é uma "desconferência" no modelo Barcamp adotado em vários países, o que significa que não há palestrantes ou temas pré-definidos para debate. As pessoas se encontram no data marcada, organizam-se em grupos de interesse e conversam sobre o tema escolhido (e evidentemente, registram tudo em fotos, vídeos, posts, microposts etc).

No Brasil, aconteceu em São Paulo e Florianópolis e ainda este ano deve rolar também no Rio, Fortaleza e Curitiba.

segunda-feira, setembro 17, 2007

Site monitora presidenciáveis dos EUA na Web


O prêmio para inovações em jornalismo do Instituto Knight-Batten, nos EUA, acaba de divulga seus vencedores: o primeiro colocado é o site techPresident.com, que monitora o que se fala e o que se lê sobre os presidenciáveis norte-americanos. O acompanhamento vai do número de amigos em redes sociais on-line à exibição de vídeos no YouTube, passando pela atualização dos artigos da Wikipédia, fotos do Flickr etc

Realmente muito interessante.

Veja também a lista completa de premiados nas diversas categoriais (Multimídia, Google Maps e Citizen Media, entre outros).


Comentário em blog, indenização por danos morais

“o cara escreve em revista de mulher pelada, só faz entrevista de oba-oba, é, então, naturalmente mandado embora, como de todos os outros empregos anteriores, e quer ser levado a sério??!!”

O comentário acima, publicado por um leitor no blog de Milton Neves a cerca do também jornalista Juca Kfouri, está rendendo uma grande dor de cabeça ao apresentador. Segundo decisão da 26ª Vara Cível de São Paulo, Neves deve indenizar Kfouri em R$48 mil por danos morais.

O visitante escreveu ainda que Kfouri responde por “trocentas” ações na Justiça e “já foi processado até mesmo por falta de pagamento de pensão alimentícia a menor”, além de acusá-lo de cobrar para publicar entrevistas quando foi editor da revista Playboy.

Segundo a sentença do juiz Carlos Eduardo Borges Fantacini, "pouco importa que o réu não seja o autor do primeiro artigo, pois é responsável por sua divulgação. (...) Ao manter no ar o artigo “E agora, José?”, de autoria de Edgard Soares (fls. 19/20), evidente a intenção do réu em denegrir publicamente a imagem do autor" (sentença completa no site Consultor Jurídico).

Juca diz que vai doar o valor à ONG Transparência Brasil.
Milton Neves, que nada comentou em seu blog, vai recorrer da decisão.

sexta-feira, novembro 03, 2006

Blog jornalístico segundo Noblat

"No blog, não. Você não pode dizer que outra pessoa apurou, o diagramador pôs no lugar errado ou o editor titulou mal. É você e pronto. Seus erros são seus. (...)Você tem que admitir que errou no post seguinte ou em algum outro post, e deixar o erro ali exposto".

"No blog você pode misturar todos os gêneros jornalísticos. Num mesmo post posso dizer que o Lula ganhou a eleição, porque que ele ganhou e em seguida dar minha opinião. Tudo isso numa mesma nota".

"É um jornalismo de autor. O blog tem o seu nome, a sua cara e as pessoas querem te reconhecer ali – quer elas tenham afinidade com você ou não".

"Blog não dá para terceirizar. É um instrumento muito pessoal de emitir informação. Você pode ter pessoas que te ajudam na apuração, mas na hora de escrever é o seu jeito, é o seu estilo, o seu modo de ver a coisa".


Estes são alguns trechos da entrevista de Ricardo Noblat à mestranda da PUC-Rio Larissa Moraes. Leia!