terça-feira, setembro 30, 2008
ODisco, um site colaborativo para os indies de MG
Tem esquema básico dos sites colaborativos: o público pode enviar, comentar, votar etc - o material passa por três editores responsáveis pela filtragem do conteúdo. Ainda terá uma "coluna dedicada a grandes nomes ligados à produção nacional", como o jornalista Luiz Cesar Pimentel, que já se apresenta por lá.
Gostei da entrevista do João Donato e do design a la Overmundo, e senti falta de RSS, perfis editáveis dos colaboradores e mais informações da cena local.
Estou na torcida pelo projeto.
segunda-feira, setembro 29, 2008
Police Act Review, ou wikis como ferramenta de e-gov
O pesquisador falou sobre a relações entre redes sociais online e a participação popular, especialmente a partir de iniciativas de governo eletrônico, na linha do já badalado e-gov 2.0.
Me limitarei a registrar aqui a pergunta que fiz a mr. Williams. Pedi a ele exemplos de uso da ferramenta wiki a partir do qual tenha sido possível chegar a algum consenso, por exemplo resultando em algum encaminhamento de ordem legal.
Vejo aí um ponto chave dos wikis: a necessidade, ou ao menos a tentativa de se chegar a um consenso sobre determinado assunto, já que uma única página é produzida por inúmeras pessoas. Essa premissa os diferencia dos blogs e outras ferramentas da web2.0, que, embora permitam debates e trocas (através de links, comentários etc), são essencialmente autorais e não demandam uma conclusão, ainda que provisória. Esta característica, ao meu ver, torna os wikis uma ferramenta tão útopica e relevante quanto a própria democracia, e consequentemente fundamentais para governo na perspectiva colaborativa.
Entre os exemplos citados por ele, um me chamou a atenção: o Police Act Review.
Entre 2006 e 2007, a polícia da Nova Zelândia abriu um wiki para coletar sugestões de modernização das regras de conduta da corporação, cuja versão anterior datava de 1958.
Foram definidos oito temas (Principles, Governance and accountability, Employment arrangements, Community engagement , Powers and protections, Relationships, Administration e Conduct and integrity) que, a partir de perguntas propostas pela instituição, foram discutidos em média por seis meses, especialmente por grupos organizados. A discussão foi balizada por Princípios de Consulta e Participação e contou com 220 respostas de 132 diferentes participantes.
A consulta resultou no documento Policing Directions in New Zealand for the 21st Century e no novo Policing Act 2008, que entra em vigor no dia 01 de outubro.
Para os interessados, há um paper que registra o processo e seu condução: Perspectives on policing: An analysis of responses received on the Police Act Review Issues Papers.
É inevitável observar que os direcionamentos iniciais e a edição final organizada pela própria polícia diferenciam bastante a iniciativa da proposta de uma Wikipédia, por exemplo, o que não tira em nada o mérito do projeto.
Instigante mesmo seria ver uma instituição brasileira, ainda mais da área de segurança pública, propor algo semelhante...
quinta-feira, setembro 25, 2008
Cobertura colaborativa da chuva de granizo em BH
É legal perceber um avanço algumas semanas depois. Na quarta, dia 17, uma forte chuva de granizo atingiu BH e região metropolitana e causou estragos de grandes proporções. Além de cenas ótimas, que nenhuma equipe jornalística conseguiria registrar.
Em pouco tempo começaram a chegar à redação e-mails com vídeos produzidos por usuários em diferentes locais da cidade (sim, o material chegava por e-mail, já que a seção colaborativa não está 100% implementada). Segundo a jornalista Valéria Mendes,
A cobertura rendeu:
- uma página foi editada e atualizada com informações apuradas pelo portal e ilustrada por vídeos selecionados. Esta página está linkada com
- outra página só com os vídeos filtrados, alguns deles os mesmos publicados na página acima.
- uma versão editada dos vídeos veiculada no Jornal da Alterosa 2ª Edição, no fim da tarde
Estou elogiando, mas também vou criticar : as galerias de imagens com fotos do acontecimento em Contagem e Betim , pelo modo como exibem os créditos, aparentam ter sido montadas com imagens da equipe do portal. Mas pela diversidade de fotógrafos e qualidade um tanto amadora de muitas fotos, tenho a nítida impressão que arquivos de usuários estão misturados aí.
segunda-feira, setembro 22, 2008
(BH) Autor de "Wikinomics" debate Redes Sociais e participação pública
Willian falará sobre “O papel das Redes Sociais como ferramenta da participação pública nos governos” no dia 29 de setembro, segunda. Outro convidado é o sociólogo italiano Domenico de Masi, que no dia 30/09 debate sobre “a Participação da Sociedade nos Governos e Controle Social”.
As palestras são gratuitas e inscrições podem ser feitas pelo telefone (31) 2535-0028 ou pelo e-mail forumdeestudos@cemais.org.br. Mais informações no site do Instituto de Governança Social.
quinta-feira, setembro 18, 2008
Evidosol, um encontro via chat
Há dois anos "estive" no Congreso Online do Observatorio da Cibersociedade, mas as discussões aconteceram basicamente através de um fórum vinculado aos artigos.
Evento síncrono, com debates "ao vivo", ainda não. Mas já estou inscrito para III Encontro Virtual de Documentação em Software Livre – EvidoSol_3.0 2008, que acontece em novembro.
O tema inicial é um pouco restrito, mas há espaço para trabalhos sobre Jornalismo na Internet, Blogs e Wikis, Estudos de Hipertexto, Ensino na Internet, entre outros.
O prazo para submissão de resumos é 30 de setembro. Nos dias 19 e 21 de novembro, acontecem as discussões via chat. A integra das conversas ficará disponível posteriormente, como nos arquivos das duas edições anteriores.
A organização é do projeto Texto Livre, grupo de pesquisa da Faculdade de Letras da UFMG coordenado pela professora Ana Cristina Fricke Matte.
Parece uma boa aposta frente ao tédio que tantas vezes predomina nos eventos presenciais.
quarta-feira, setembro 10, 2008
Censuras, bloqueios, proibições na web
Justiça determina retirada de conteúdo do blog A Nova Corja
TWITTER, MSN E ORKUT SÃO PROIBIDOS NAS ESCOLAS MUNICIPAIS DE SÃO PAULO
Justiça e Internet: mais um episódio equivocado (sobre o erro no bloqueio ao site Twitter Brasil)
Não por coincidência, o Global Voices faz uma grande compilação de outras restrições relativas à internet no Brasil:
Brasil: Formas criativas de censura, e a questão da anonimidade.
Post relacionado: Links sobre o projeto de lei sobre crimes na internet
segunda-feira, setembro 01, 2008
A caminho do Intercom em Natal
Na sexta à tarde apresento no NP Tecnologias da Informação e da Comunicação o artigo Wikipédia como espaço de interações e a redação coletiva de artigos sobre o vôo TAM 3054 (PDF). Trata-se de uma versão acadêmica e muito mais bem resolvida de um estudo de caso que comecei a desenvolver numa palestra em BH. A rigor, é um pré piloto das análises que pretendo desenvolver no doutorado.
Estarei na mesa Cooperação e Conflito no Ciberespaço, coordenada pelo Fábio Malini (UFES) e que contará ainda com os colegas e artigos abaixo.
Vários PDFs já estão salvos para leitura e espero comentá-los (numa atualização deste post ou em outro) em breve. De repente vou até animar de twittar por lá.
Já estou sentindo a brisa da capital potiguar...
Modelos de colaboração nos meios sociais da internet: uma análise a partir dos portais de jornalismo participativo
fabio malini(UFES)
Os conflitos na construção de inteligência coletiva no espaço virtual: auto-organização, relações hierárquicas e as tensões na Wikipédia
Aline de Campos(UFRGS)
Wikipédia como espaço de interações e a redação coletiva de artigos sobre o vôo TAM 3054
Carlos Frederico de Brito d'Andréa(
Produção colaborativa na rede: um olhar sócio-cultural
Filipe Barros Beltrão(UFPE)
Estratégias de persuasão nos meios digitais: construindo um caminho de problematização (a partir da perspectiva da violência simbólica)
César Steffen(UCS)
Conflitos ambientais no Rio Madeira
Claudio Luis de Camargo Penteado(UFABC)
sábado, agosto 23, 2008
Incidente na Fale/UFMG: jornalismo tradicional X colaborativo
A cobertura: poucas informações foram publicadas nos portais sediados em BH na noite do incidente. No portal UAI, uma nota muito simples publicada no fim da noite de quinta foi a matéria principal pelo menos até as 12h do dia seguinte (veja a reprodução em outro site, já que foi impossível localizá-la no site original).
Editei minimamente o e-mail gentilmente enviado por ela e, após, aponto algumas questões que me chamaram a atenção.
Eu estava na aula na FALE (Faculdade de Letras) quando desci para o intervalo com um amigo, que dá aula de alemão pelo Cenex, quando vi que tinha carros de polícia e ambulância na frente do prédio. Nós fomos descobrir o que tinha acontecido e perguntamos para o porteiro, que estava muito abalado e só soube dizer que eu ex-aluno tinha tentado suicídio.
Isso apenas nos deixou mais curiosos.. Ele brincou que como estudante de jornalismo eu deveria tentar descobrir tudo e fomos até o carro da polícia ver se alguém falava conosco. No caminho ele encontrou outra amiga, também professora pelo cenex, que estava em prantos. Perguntamos o que tinha acontecido e ele contou que estava dentro da sala quando tudo aconteceu. Conversamos com ela e quando ela foi embora, esse meu amigo disse que ele tem um escaninho na sala do cenex e perguntou se eu queria tentar entrar e ver o que tinha acontecido. Eu topei e nós fomos.
Chegando no quarto andar conversamos com os políciais e ficamos sabendo que nem mesmo os estagiário que tinham deixado até mesmo suas carteiras nos escaninhos não poderiam pegá-las. Eles haviam isolado parte do corredor e perto do cordão de isolamento havia um grupo de estagiário do cenex conversando sobre a Polyana, o João e tudo que tinha acontecido. Meu amigo já tinha me contado que João persegui a a moça, mas com eles eu consegui uma comprovação. Todos contavam casos de momentos em que a perseguição de João havia passado dos limites. Até esse momento não pensava em escrever nada sobre o ocorrido, sou estudante e não posso escrever para nenhum veículo, só pensei nisso depois, quando tudo acabou.
Um desses estagiários estava dando aula na sala ao lado e contou sobre o que ouviu. Ele acabou entrando na minha materinha. Quando eu percebi que nenhuma informação diferente iria sair dali, tirei algumas fotos com meu celular e fui para casa.
Quando cheguei em casa liguei para o meu namorado que é jornalista do eu não tenho nome. Ele está trabalhando a noite para cobrir as olimpíadas essas semanas então estava lá na redação. Contei o que aconteceu e falei que eu ia escrever algo sobre isso e postar no site. Ele concordou e disse que era uma boa ideia. Nesse momento o uai já tinha uma pequena nota sobre o ocorrido, mas estava superficial, cheia de informações erradas.. Escrevi e postei a matéria e o João colocou um link dela na página da matéria oficial. O que escrevi não foi editado, mas quando saiu o nome completo dos envolvidos eu pedi que o João Renato colocasse na minha matéria. Outra mudança foi que eu coloquei que o atirador era paraplégico logo no começo da matéria, ele sugeriu que entrasse depois. Eu mesma fiz essa mudança.
Algumas questões: o que mais me chamou a atenção foi a pequena (ou nenhuma) interação entre o texto produzido pela colaboradora e pela redação do portal. Durante horas os dois textos permaneceram linkados, mas as informações apuradas pela estudante não foram acrescidas ao material da redação.
Uma contradição inclusive confundia os leitores: a mulher atacada era professora ou aluna? Era aluna e professora, descobri agora no relato da Flávia.
Falta de confirmação dos dados não pode ser uma desculpa, já que, repito, os textos estavam linkados (o link, sabemos, a maior prova de reputação da web).
O jornalismo tradicional e colaborativo devem ser pensados de forma complementar, não?
O Hoje em Dia, de site novo, nada noticiou.
sexta-feira, agosto 15, 2008
Twitadas requentadas, principalmente para #BH
Este blog não morreu, mas está abandonado durante processo de adaptação do autor à nova cidade, novo trabalho, viagens, conexão ainda precária à internet (apesar da banda larga surpreendente da UFV).
O Twitter tem uma parcela de culpa. Várias links sobre os quais gostaria de comentar aqui acabam sendo despachados por lá mesmo, e um post mais detalhado fica adiado pra nunca mais.
Para que não me segue (http://twitter.com/carlosdand) e para dar as caras por aqui, requento algumas dicas interessantes:
Em #BH, I Circuito de Design de Minas Gerais: http://tinyurl.com/5zu5sw. about 3 hours ago from Netvibes
Programas do Canal Futura para baixar (legalize) via torrent: www.futuratec.org.br/. Estou aguardando aprovação, e achando sensacional. about 22 hours ago from Netvibes
sexta-feira, julho 25, 2008
Knol e a "colaboração moderada"
São muitas as diferenças em relação à "enciclopédia livre e aberta".
Como o blog oficial do Google coloca, a autoria é a chave do novo projeto. Se na Wikipedia a autoria não é explicitada nos artigos (o que não significa que as contribuições sejam anônimas), no Knol os autores são estimulados a se identificar e associar diretamente seus dados aos textos produzidos, inclusive incluindo fotos e links para páginas pessoais.
Não há intenção de produzir um texto consensual sobre cada tema. Os autores são orientados a escrever artigos opinativos e individuais sobre cada tema. Um novo interessado no assunto pode, além de comentar, escrever seu próprio texto como resposta ao anterior. Não há sequer um modelo de texto a ser seguido, ao contrário da Wikipédia, que tem um rígido livro de estilo a ser seguido.
A partir de conceito de "colaboração moderada", o autor de um texto é, por padrão, o único a alterá-lo. Se quiser, pode convidar por e-mail "revisores" para o texto, inclusive antes de torná-lo público.
Os direitos autorais recomendados pelo projeto seguem o padrão Creative Commons, mas é possível alterar para o
É possível habilitar anúncios do Adsense relacionados ao artigo publicado.
Por ora, está disponível apenas para artigos em inglês.
Análise:
Simplesmente comparar o Knol com a Wikipédia parece-me redutor. Esta propõe-se a ser uma enciclopédia que, ao seu modus operandis, procura gerar um consenso, ainda que provisório, sobre determinado tema.
O Knol é uma mistura de fórum (como o próprio site diz) e revista de forte tendência acadêmica, a julgar pelos primeiros artigos publicados e destacados. Aliás, segue a lógica das revistas ciêntíficas tradicionais, fortemente baseadas nas revisões dos pares e no respeito à autoria. Ao agregar recursos de mídia social (a Gabriela Zago observou bem este aspecto), pode-se dinamizar uma área ainda pouco afetada pela web 2.0.
Alguns problemas já foram detectados e destaco o fato dos artigos não estarem categorizados, o que dificulta bastante a navegação. Fora a busca e os destaques da home, a solução é consultar uma lista absurda de links em ordem alfabética.
E permanece a polêmica: as páginas do Knol têm um peso maior no ranking de buscas do Google? Um dia depois do lançamento do projeto, um terço dos artigos em destaque já estava no top 10 das buscas. Outro exemplo foi relatado pelo próprio autor de um texto sobre a língua russa.
Posts relacionados: Por que torço pela Wikipédia? e Hierarquia e Cauda Longa na Wikipédia
quarta-feira, julho 23, 2008
Jornais são cada vez mais locais, diz pesquisa
- têm menos páginas do que há três anos, o estoque de papel é menor e as histórias estão mais curtas.
- Publica-se menos matérias nacionais e internacionais, há menos espaço dedicado à ciência, às artes e outros temas especializados.
- A cobertura de negócios ganhou espaço próprio no jornal.
- As palavras-cruzadas encolheram, as listas de TV e dados sobre estoque de empresas (stock tables) foram excluídos.
- Cobertura local cresceu e a reportagem investigativa continua sendo valorizada.
A tabela abaixo deixa clara a tendência do aumento de notícias de caráter comunitário e local, associada à queda de informações de agências de notícias:
While that makes sense, we wonder whether the rise of location-aware computing devices could lead to a shift in even local advertisers and be the last nail in the coffin after Craigslist. There may be other ways for even local news to be monetized, though. How many online news organizations make their biggest money from events?Ao relacionar com a realidade brasileira, Carlos Castillo aponta uma contradição com uma tendência também identificada na pesquisa: a diminuição das redações.
A ênfase dada ao noticiário local revela um esforço da imprensa em recuperar a confiança do leitor por meio da oferta de informações sobre sua cidade, seu bairro e sua rua. O problema é que este tipo de cobertura jornalística exige um grande número de repórteres dispersos em áreas bastante extensas, o que entra em conflito com as políticas de redução de gastos e de pessoal, adotadas por todos os veículos de comunicação, em intensidade variável.Sobre a tendência do local, vale a leitura do post do Tiago Dória sobre projetos que unem ainda dispositivos móveis e geolocalização.
Post relacionado: Esboços sobre hiperlocalismo
segunda-feira, julho 21, 2008
Ranking "social" do IMDB: Batman já é o melhor filme
Por usá-lo para apenas para consultas (como faço com o AllMusic Guide, por exemplo), só hoje descobri, via Chá Quente, que o site tem um ranking elaborado a partir dos votos dos usuários e, pasmem, o novo filme do Batman já seria o melhor de todos os tempos!!
A fórmula usada para hierarquizar os filmes, baseada na "true Bayesian estimate", é esta:
weighted rating (WR) = (v ÷ (v+m)) × R + (m ÷ (v+m)) × C
where:
R = average for the movie (mean) = (Rating)
v = number of votes for the movie = (votes)
m = minimum votes required to be listed in the Top 250 (currently 1300)
C = the mean vote across the whole report (currently 6.7) for the Top 250, only votes from regular voters are considered.
Isto é, considera a média dos votos de um filme, um número mínimo de votos para figurar o top 250, a média de todos os votos dos usuários regulares e,
Atualização em 25/07: pela fórmula disponível no site do IMDB, o número de votos tende a diminuir, e não aumentar a nota final de um filme. Nossa confusão deve-se a uma leitura de algumas explicações mais gerais sobre a fórmula. Valeu o toque, Thiago. Ainda sobre o tema, vale a leitura do post A Closer Look at Online Rankings.
Buzz?
Distorções da mídia social?
Clássico instantâneo?
Enquanto não vi o filme, posso apenas desconfiar de uma lista que tem Um Sonho de Liberdade em terceiro lugar...
Atualização em 25/07: Tá, o filme é bacana, mas está longe de merecer esta posição...
Post relacionado: Digg altera "algoritimo editorial"
quinta-feira, julho 17, 2008
Definições de jornalismo cidadão
“When the people formerly known as the audience employ the press tools they have in their possession to inform one another, that’s citizen journalism.”Em português,
“Quando as pessoas anteriormente conhecidas como público usam as ferramentas de imprensa que possuem para se informarem umas às outras, isso é jornalismo do cidadão.” (Tradução de Alexandre Gamela)O mais bacana é o desdobramento do conceito, proposto inicialmente via Twitter, por outras pessoas. Vale a pena acompanhar.
Vi a dica no Ponto Media.
quarta-feira, julho 16, 2008
(Ainda) o projeto do Azeredo e o escândalo dos banners do Senado
Atualizei a relação de links sobre o tema publicada na semana passada e, dentro do possível (estou de mudança nos próximos dias), volto a fazê-lo em breve. Dois destaques: o vídeo Orgasmo Produzido e o artigo Como azedar a proposta da Lei Azeredo discutem os riscos da criminalização excessiva de comportamentos sociais, o que me parece uma das discussões mais relevantes em torno deste projeto. O artigo Internet brasileira precisa de marco regulatório civil, não criminal, publicado pelo Ronaldo Lemos em maio de 2007, também discute esta perspectiva.
O que me chocou nas leituras recentes, no entanto, foi a denúncia do Contraditorium: o Senado Federal paga R$48 mil por mês para exibir um banner no site www.paraiba.com.br.
Tão grave quanto o contrato com este valor absurdo é a alteração de informações na página do Senado (o contrato seria anual, e não mensal...) após a denúncia e suas repercussões.
Além do Contraditorium, recomendo uma leitura da síntese do Global Voices em português.
Essas e outras nos ajudam a entender porque tanta gente séria apoia a extinção do Senado no Brasil.
quinta-feira, julho 10, 2008
Links sobre o projeto de lei sobre crimes na internet
Não: foi aprovado pelo Senado na madrugada do dia 10 e vai para a Câmara dos Deputados em caráter de urgência, com previsão de votação já em agosto.
A hora é de mobilização, então por ora tento organizar aqui uma série de links que podem nos ajudar a entender o que está em jogo. Dei preferência a fontes primárias e analíticas mais recentes e, dentro do possível, pretendo atualizar a lista nos próximos dias - novidades em negrito.
(Atualizado às 10h de 21/07/08)
- Versão atualizada do Projeto de Lei da Câmara nº 89 de 2003 aprovado em Plenário dia 09 de julho de 2008
- Íntegra do Projeto de Lei da Câmara nº 89, de 2003, e Projetos de Lei do Senado nº 137, de 2000, e nº 76, de 2000 (arquivo rtf).
- Entenda o projeto de lei dos crimes cometidos por meio de computadores - em matéria da Agência Senado, o senador Aloisio Mercadante os pontos polêmicos do projeto
Manifestações:
- 82 posts do dia da Blogagem Política, muitos deles discutindo a Lei Azeredo.
- Lei sobre crimes virtuais transfere ação do Estado para a sociedade, diz Abranet - Folha Online, 11/07/2008. Infelizmente o site oficial da Associação Brasileira de Provedores de Internet não se manifesta sobre o tema, mas vale a pena dar uma olhada no Código de Auto-regulamentação de operadores de rede e de serviços internet (.pdf) proposto pela entidade.
- Resposta da Assessoria do Senador Eduardo Azeredo à Carta Aberta da Blogosfera (via Google Discovery).
- OITO PERGUNTAS AO SENADOR AZEREDO SOBRE OS CRIMES NA INTERNET - Réplica do Sérgio Amadeu à resposta da Assessoria de Azeredo.
- Petição online EM DEFESA DA LIBERDADE E DO PROGRESSO DO CONHECIMENTO NA INTERNET BRASILEIRA (com mais de 11 mil assinaturas neste momento).
- MANIFESTO EM DEFESA DA LIBERDADE E DO PROGRESSO DO CONHECIMENTO NA INTERNET BRASILEIRA, publicado no blog do Sérgio Amadeu.
- Texto Segurança e Liberdade na Internet brasileira, de Fábio Luis Mendes, consultor Legislativo da Câmara dos Deputados. Uma das poucas vozes favoráveis ao projeto, faz críticas diretas ao Manifesto em Defesa...
- Chamada para o Dia da Blogagem Política, prevista para 19 de julho.
- Nota da ABCCiber, reproduzida pelo Alex Primo
Posts analíticos:
- No vídeo Orgasmo Produzido, o filósofo Paulo Ghiraldelli Jr. fala sobre o risco de criminalizar atitudes socialmente aceitas (via Biscoito Fino e a Massa).
- Artigo Como azedar a proposta da Lei Azeredo, publicado por Fábio de Oliveira Ribeiro no Observatório da Impressa (15/07/2008).
- Análise de alguns artigos do projeto pelo Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV.
- PELO PRINCÍPIO DA PRECAUÇÃO... PELO DIREITO DE COMPARTILHAR, EM DEFESA DAS REDES P2P - Blog do Sérgio Amadeu (11/07/2008)
- 2 motivos básicos para rejeitar o PLS 76/2000 - Chá Quente (11/07/2008)
- Site de senador foi feito em desacordo com projeto de lei de crimes virtuais - PSL Brasil (11/07/2008)
- Cut Copy - Alexandre Matias analisa a proposta à luz da "cultura do remix" (10/07/2008)
- Análise do Pedro Doria sobre a aprovação no Senado (10/07/2008)
- Sobre Cibercrimes (08/07/2008) e Mais sobre a aprovação do projeto do Azeredo (10/07/2008) da Raquel Recuero, que (surpresa) também é graduada em Direito
- Terrible new Brazilian Internet law proposal will criminalize brazillions of people (Boing Boing, 04/07/2008)
- Artigo Aseredu cuntinua num intendendu a Tenéti, do Marcelo Trasel no Nova Corja (25/06/08).
- O Projeto de Lei do Senador Eduardo Azeredo e seus custos para o Brasil - nota da Escola de Direito da FGV.
- Quadro comparativo entre o Projeto de Lei do Sen. Eduardo Azeredo e a Convenção contra o Cibercrime do Conselho da Europa (Budapeste/2001) - Safernet
Selos de repúdio ao projeto:
quinta-feira, julho 03, 2008
UFV, aí vou eu...
em poucas semanas este que vos fala será professor da Universidade Federal de Viçosa.
A aprovação no concurso (um tanto desgastante) para a disciplina "Jornalismo Online/Novas Tecnologias" foi no meio de junho. Estarei vinculado ao departamento de Artes e Humanidades, que abriga o curso de jornalismo.
Casa com cachorro e jardim, foco no doutorado, bicicleta como meio de transporte, pesquisa e extensão, horários de ônibus Viçosa-BH... Por enquanto, muitas idéias e poucas definições.
Hoje à tarde sigo pra lá, acompanhado pela digníssima, para uma primeira incursão "oficial" pela cidade. Estou empolgado pra burro.
Por ora, veja só o astral do campus:
Polêmica: como planejar e executar um site?
Como Não fazer um site de Mídia Social? (CMS) foi o post publicado pela Celia Santos no blog Midia Social. Lá, relata a série de dificuldades técnicas que vem tendo para o desenvolvimento do Desabafo de Mãe, um site pra lá de bacana.
Não tardou e a Ladybug publicou uma resposta (Como fazer um site - para qualquer fim) um tanto crítica às colocações iniciais. Marco Gomes emendou (Como fazer um empreendimento na Internet) outra resposta bem direta ao post do Midia Social.
Polêmicas à parte, o assunto é interessantíssimo e os dois primeiros post estão cheios de links de primeira.
quarta-feira, julho 02, 2008
Alguns trabalhos acadêmicos (recentes) de JOL
- Ambulantes no Trem, TCC de cinco estudantes da Universidade Anhembi Morumbi. Via Andre Deak, que publicou um relato de um dos novos jornalistas sobre a reportagem multimídia.
- Descampado, trabalho sobre o campus da UFPE realizado na disciplina Jornalismo Investigativo, sob coordenação da profa. Adriana Santana. Via GJOL.
- Focas na Rede, TCC de três alunos de jornalismo da UFMG dispostos a elaborar uma rotina de cobertura multimídia com periodicidade semanal. Gostei tanto do produto quanto do processo (participei da banca deles na terça, dia 30).
Aproveitando o embalo, visite o post anterior com alguns trabalhos que fiz com meus alunos no semestre que está acabando. Ou já acabou.
Atualizações:
- Entre Muros da Colônia - especial multimídia produzido por alunos da USP
P.S. - Em breve, grandes novidades.
terça-feira, junho 10, 2008
Mashups Bairros BH e outros trabalhos
Os que mais me animam neste fim de semestre são os mashups produzidos pelos alunos de Jornalismo e RP. Eles adicionaram ao Google Maps fotos, trechos de entrevistas e até podcasts sobre bairros de Belo Horizonte, onde entrevistaram moradores e procuraram mapear as relações sociais entre eles.
Visite o nobre e engarrafado Belvedere, o Aglomerado Santa Lúcia e os nobres bairros vizinhos, a tradição do Santa Tereza, a religiosidade do Bairro da Graça e a badalada Savassi. Há também um guia dos shopping centers da cidade.
Entre os podcasts, gostei especialmente das dicas para remixar um spy trance no Fruit Loops e uma entrevista com Márcio Borges, do Clube da Esquina. Os demais estão aqui.
E com signicativo pesar, entre os blogs indico uma visita ao Jornalismo 5 Estrelas, que segue crescendo enquanto o ex-Ipiranga continua na crista da onda.
P.S. - A falta de atualização do blog no último mês deve-se a uma trementa falta de tempo, associada a uma ou duas doses de menor priorização. A situação não deve melhor muito até o fim de junho, pelo menos. Me esperem aí.


