Sob o slogan "Make search your own" (algo como faça sua própria busca), o Google lançou no dia 20/11 um novo recurso agregado ao serviço de busca: a possibilidade de alteração dos resultados por usuários logados, alterando a posição dos sites no ranking e/ou registrando comentários (explicações no vídeo abaixo).
Em primeiro lugar, não se pode deixar de registrar a semelhança do nome e proposta com o projeto Wikia Search, lançado no início de 2008 e logo alardeado como concorrente do Google. Na recente visita ao Brasil, Jimmy Wales negou esta intenção ou capacidade ("Wikia Search tem participação zero de mercado"), ainda que potencialmente conte com o ativo exército de wikipedistas mundo afora.
O fato é o gigante das buscas se movimentou e alterou as regras, mesmo ainda que o impacto venha a longo prazo, de seu bem mais precioso: o PageRank, seja no resultado personalizado ou coletivo.
A modificação no posicionamento fica restrita ao dono da conta, mas não é difícil imaginar que o Google tem agora novos e preciosos dados para aperfeiçoar seu algoritmo de busca. Os comentários, por padrão, são compartilhadas.
Cá com meus botões tento a acreditar numa irrelevância do uso individual do recurso. Será que as pessoas fazem repetidamente as mesmas buscas a ponto de valer a pena rehierarquizar os registros? Tendo a achar que não, a não ser que a interferência na busca por um termo influencie nas buscas por palavras afins - algo nada improvável.
No uso compartilhado, as possibilidades são imensas. O acesso aos comentários de outros usuários (e o voto na sua relevância ou não das interferências) pode significar um ganho qualitativo significativo para a confiabilidade atribuída ao resultado. Como bem resumiu um site, podemos estar diante do Digg do Google.
Merecem ainda destaque a discussão sobre mais um passo rumo ao mapeamento (evito falar de invasão) da privacidade, embora seja possível desabilitar o serviço, e os impactos sobre as estratégias de SEO e mesmo sobre a noção de relevância na web.
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sexta-feira, novembro 28, 2008
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
Links no fim da semana
Semana pra lá de corrida, com n prazos estourando, mal tive tempo de olhar para o blog. Me forçarei para impor uma rotina, mas temo que os sumiços sejam mais frequentes que o desejado.
Para não passar batido, alguns links bacanas pelos quais passeei estes dias:
- Em breve o Google exibirá anúncio de vídeos dentro do modelo Adsense. Um ganho e tanto para os anunciantes e pro modelo de negócios do "chuck norris das buscas". Segundo o NYT (Google Tests Video Ads on Search Results Pages), os testes já estão acontecendo e a qualquer hora podemos esbarrar com a novidade ao fazer uma busca.
- Alberto Marques, no blog do Gjol, avisa que os vídeos do Campus Party estão no site da Fundação Vanzolini.
- Uma dica que vi no Coluna Extra e com certeza vai agradar ao Alex Primo: Comiqs, um site web2.0 para compormos histórias em quadrinhos.
- Direto de Havana, Andre Deak relata o (pequeno) impacto da renúncia de Fidel sobre a população cubana e faz uma análise com a qual concordo plenamente:

- E não deixe de baixar (legalmente) o novo disco do Wado, Terceiro Mundo Festivo. A dica, já não me lembro onde vi.
Para não passar batido, alguns links bacanas pelos quais passeei estes dias:
- Em breve o Google exibirá anúncio de vídeos dentro do modelo Adsense. Um ganho e tanto para os anunciantes e pro modelo de negócios do "chuck norris das buscas". Segundo o NYT (Google Tests Video Ads on Search Results Pages), os testes já estão acontecendo e a qualquer hora podemos esbarrar com a novidade ao fazer uma busca.
- Alberto Marques, no blog do Gjol, avisa que os vídeos do Campus Party estão no site da Fundação Vanzolini.
- Uma dica que vi no Coluna Extra e com certeza vai agradar ao Alex Primo: Comiqs, um site web2.0 para compormos histórias em quadrinhos.
- Direto de Havana, Andre Deak relata o (pequeno) impacto da renúncia de Fidel sobre a população cubana e faz uma análise com a qual concordo plenamente:
Tenho a impressão de que os jornais haviam preparado um extenso material especial para a morte de Fidel. Isso é prática comum nas redações – alguém famoso anuncia que está doente e já montam galerias de fotos, biografia, separam telefones de gente que possa dar entrevistas. Só que o Fidel, que sobreviveu a mais de 600 tentativas de assassinato, não é fácil. Atrapalhou os planos dos jornalistas. Com esse material preparado, os jornais aproveitaram o primeiro factóide – a “renúncia” – para soltar esses especiais, dando ao fato um tamanho desproporcional ao seu significado.- Bem-humorado foi o jornal carioca Extra, que mandou a capa abaixo (via Trabalho Sujo):
- E não deixe de baixar (legalmente) o novo disco do Wado, Terceiro Mundo Festivo. A dica, já não me lembro onde vi.
quinta-feira, setembro 13, 2007
sábado, agosto 18, 2007
Zeitgeist em mapas
Para John Battelle, autor do livro A Busca, o hábito de procurar "tudo" via Google e afins "está construindo possivelmente o mais duradouto, forte e significativo artefato cultural da história da espécie humana”.
Ciente disso, o Google manteve durante anos o Zeitgeist ("espírito do tempo", em alemão), que mais que um ranking das palavras mais buscadas no mundo, trazia um panorama interessantíssimo sobre os interesses das pessoas conectadas, inclusive país a país (sem muitas explicações o serviço parou de ser atualizado em maio de 2007 e deu lugar ao Hot Trends, que traz apenas as buscas diárias nos EUA).
Pois bem: o instituto alemão (?) Incom criou mapas no melhor estilo tag cloud com as palavras mais procuradas por continente. Abaixo as consultas feitas ao "oráculo" na América do Norte:

Pelo pouquíssimo que deu pra entender do site, eles também vendem posters.
Dica do blog Planta Baixa.
Ciente disso, o Google manteve durante anos o Zeitgeist ("espírito do tempo", em alemão), que mais que um ranking das palavras mais buscadas no mundo, trazia um panorama interessantíssimo sobre os interesses das pessoas conectadas, inclusive país a país (sem muitas explicações o serviço parou de ser atualizado em maio de 2007 e deu lugar ao Hot Trends, que traz apenas as buscas diárias nos EUA).
Pois bem: o instituto alemão (?) Incom criou mapas no melhor estilo tag cloud com as palavras mais procuradas por continente. Abaixo as consultas feitas ao "oráculo" na América do Norte:
Pelo pouquíssimo que deu pra entender do site, eles também vendem posters.
Dica do blog Planta Baixa.
segunda-feira, maio 21, 2007
Palestra Web Economy
Berthier Ribeiro-Neto, professor do DCC/UFMG e diretor da Google Brasil (foi um dos fundadores da Akwan, empresa comprada pela gigante .com em 2005), ministra a palestra
"The Web Economy: Trends and Some Technical Issues" (A economia da Web: desafios e algumas questões Técnicas).
Será na quarta-feira, dia 30/05, no auditório Azul da Escola de Ciência da Informação da UFMG.
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